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16/02 – Revitalização das logomarcas das agências com respectivas defesas. Criação de anúncio de jornal, all-type, do produto da agência trabalhado no semestre anterior.

23/02 - T – (DATA SHOW) - DIREÇÃO DE ARTE EM PROPAGANDA - Newton CESAR - Ed. Senac - O dia-a-dia do Diretor de Arte

02/03 - P - Apresentação do layout da revitalização e layout do all-type para jornal, com defesa do veículo e custo de veiculação.

09/03 - T - (DATA SHOW) - DIREÇÃO DE ARTE EM PROPAGANDA - Newton CESAR - Ed. Senac - Criação para mídia impressa

16/03 - P - Entrega da arte final da revitalização da logo em A4, prancha rígida, com 4cm de margem e overlay e book da defesa / Entrega do all-type para jornal, impresso na página do jornal, enquadrado em moldura pôster / Criação de anúncio para revista.

23/03 - T - (DATA SHOW) - REDAÇÃO PUBLICITÁRIA - Tania HOFF, Lourdes GABRIELLI - Ed. Elsevier - Comunicação / O caráter social da comunicação / O caráter processual da comunicação / O caráter social da comunicação / Tipos de comunicação / Comunicação direta ou interpessoal / Comunicação indireta ou de massa / Signos / Verbais / Não-verbais / Plurissígnicos / Os elementos da comunicação / Interlocutores / Mensagem / Canal / Código / Referente /

30/03 - P - Apresentação dos layouts de anúncio para revista, defesa do veículo e custo de veiculação.

06/04 - PROVA B1

13/04 - RECESSO (Atividade Complementar)

20/04 - T - (DATA SHOW) - Correção da Prova B1 / Problemas de comunicação / Ambiguidade / Ruídos / Físicos / Culturais / Psicológicos / Comunicação e comunicação publicitária / Objetivos da comunicação na propaganda / Briefong de criação / Roteiro para o briefing de criação / Promessa básica / Justificativa / Promessa secundária / Orientação para criação e apelos visuais / Imagem desejada / Originalidade / Adequação / Público-alvo / Objetivo de comunicação / Informações / O registro da marca / A função do título do anúncio / Título direto / O objetivo do título indireto / Título indireto / Título com questões / Estratégia de copy / Reason why / Humos na propaganda / Anúncio descritivo / Layout / O papel do layout / Storyboard / Teaser / Mensagem / Decodificação / Receptor / Campo de experiência / Esquema de referência

27/04 - P - Entrega dos anúncios para revista, encartado na revista / Criação de banner para promoção e merchandising.

04/05 - T - (DATA SHOW) - UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO DESIGN01 - Introdução, História e Design - Rafael CARDOSO - Ed. Edgard Blücher Ltda. - Introdução - História e design / Olhar o passado do ponto de vista presente / Toda história é uma construção / O argumento iconográfico / UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO DESIGN02 - Introdução, História e Design - Rafael CARDOSO - Ed. Edgard Blücher Ltda. - Introdução - A Natureza do design / A origem imediata da palavra design / A origem remota da palavra design / Design, arte e artesanato têm muito em comum / O primeiro emprego da palavra designer / O que o designer gráfico faz / UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO DESIGN03 - Introdução, História e Design - Rafael CARDOSO - Ed. Edgard Blücher Ltda. - Industrialização e organização industrial Séc. 18 e 19 - Revoluções industriais e Industrialização  - Revolução industrial / A revolução industrial / A primeira revolução industrial / Surto industrial / Um mercado suficientemente grande / Bloqueio à Europa / Eric Hobsbawm / Os primórdios da Organização Industrial / Mercado de luxo -  UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO DESIGN04 - Introdução, História e Design - Rafael CARDOSO - Ed. Edgard Blücher Ltda. - Industrialização e organização industrial Séc. 18 e 19 - Primórdios da Organização Industrial -  Fabricar é função do Estado / A produção industrial / Indústria é invenção estatal / Eixo central do comércio europeu / Consolidação dos Estados da Europa / Fabricação de armas / Manufaturas reais / A fábrica de Gobelins / O polo centralizador /

11/05 - P - Apresentação do layout do banner / Charles Lê Brun / O papel do inventeur / O projeto l'idée / UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO DESIGN05 - Introdução, história e design - Rafael CARDOSO - Ed. Edgard Blücher Ltda. - Industrialização e organização industrial, Séc. 18 e 19 - Expansão da organização industrial - A industrialização / Novas estratégias de organização / Transição da fabricação oficinal para a industrial / A divisão de tarefas / A produção em série / O potencial técnico / Divisão de trabalho / A mecanização / O valor monetário do projeto / Lucros imensos / A máquina para impressão contínua / A mecanização / Sistema mecanizado de fabricação de armas de fogo / Fabricar com peças inteiramente uniformes / A contribuição dos armamentos para a industrialização incipiente / Métodos industriais de fabricação /

18/05 - T - (DATA SHOW) -   Evolução industrial / Padronização / Métodos de produção / A liderança do mercado / Técnicas mecanizadas / A fabricação de móveis / UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO DESIGN06 - Introdução, história e design - Rafael CARDOSO - Ed. Edgard Blücher Ltda. - Design e Comunicação no Novo Cenário Urbano Séc 19 - Formação da Comunicação Visual Moderna - O processo de industrialização / Crescimento urbano / A população do Rio de Janeiro aumentou / Taxa de crescimento de 1 milhão de habitantes / Transformações profundas / Nova experiência urbana / O trabalho assalariado / Pessoas capazes de consumir / Impressos de todas as espécies / A difusão da alfabetização / O conceito do lazer popular / Consumo e lazer / Lojas de departamentos / Modernidade / Criação de veículos impressos novos / Produção de impressos / O aperfeiçoamento da fundição mecânica de tipos metálicos / O processo de impressão / Prensa a vapor de König / Oferta de impressos mais baratos / A mecanização da impressão / O papel do designer gráfico / Um marco da história gráfica nacional / Evoluções no campo da reprodução de imagens / Técnicas aperfeiçoadas para uso comercial e industrial / Importantes periódicos / Período fértil de inovações / Histórias em imagens / História em quadrinhos / Novidades que aumentassem as vendas / Comics modernos / Estudo dos veículos e das linguagens /

25/05 - PROVA B2

01/06 - Preparação para Exame

08/06 - PROVA SUB

15/06 - FERIADO (Corpus Christi)

22/06 - EXAME

29/06 - Revisão de Exames




Síntese da Matéria

B1

All-type: Anúncio de jornal ou revista, outdoor ou qualquer outro tipo de material impresso apenas com frases escritas, sem nenhum tipo de ilustração.

Banner: Bandeira em inglês. No campo da promoção e merchandising, é um cartaz (impresso digitalmente ou por serigrafia) para passar mensagens dentro de ambientes internos.

Bottom: Medalhão, geralmente de plástico, com símbolos e frases sobre determinada marca, muito usado em promoções para identificar pessoas ou ser distribuído como brinde.

Direção de Arte em Propaganda Newton Cesar – Ed. SENAC

O dia-a-dia do diretor de arte

Na hora da criação – não importa ser Diretor de Arte ou redator – o conhecimento é uma ferramenta insubstituível.

Reunião de briefing nada mais é do que colher informações sobre o trabalho e tudo que o envolve.

Em uma agência de grande porte, quem participa de uma reunião de briefing: Criação, Atendimento, Diretor de Conta, Planejamento e Pesquisa.

Os facilitadores de uma boa criação são: Planejamento, Prazos e Pesquisa.

Direção de Arte em Propaganda

Newton Cesar – Ed. SENAC

 

A criação para mídia impressa

 

A criação do anúncio

 

O anúncio, considerando todas as peças gráficas, é a menina dos olhos do Diretor de Arte. De modo geral é o que mais gosta de fazer. Tanto faz anúncio de revista ou jornal. Ambos são vistos como uma possibilidade poderosa de vitrine. Um bom anúncio que contenha uma boa ideia, veiculado nos maiores jornais ou revistas do país, será visto, criticado ou elogiado por milhões de pessoas. Diante de tantos espectadores, é preciso saber: A ideia é mais importante que a forma? O título vende mais que o visual? O que afinal é mais importante? Tudo.

 

Quando se cria um anúncio, tudo precisa estar funcionando como uma engrenagem. Sem uma das partes, não vai funcionar. Pense sempre num todo. Texto precisa completar imagem; imagem, completar texto.

 

Fica mais fácil quando você parte do princípio lógico do resultado. Com o caminho definido, os porquês respondidos, a criação é mais segura e certa.

 

Vamos imaginar uma situação.

 

O cliente não é conhecido na mídia. Nunca saiu em rádio, revista, televisão etc. Mesmo assim, quer que os consumidores comprem a ideia dele e lhe deem dinheiro. Situação difícil? Mais até do que você imagina, porque, neste caso, o cliente não tem um produto que desperte a vontade de consumo e nem está direcionado a um público específico. Sendo assim, coisas mínimas que você precisa saber: quem é o cliente, o que ele pretende, o que ele vende, qual é o problema, qual é a verba, qual é o formato, qual é o público.

 

Preste atenção nas informações:

 

O cliente:

Albergue noturno. Nunca fez publicidade antes. Não tem sequer uma logomarca para assinar o anúncio.

 

O que ele pretende?

Arrecadar dinheiro, doações, mantimentos. Enfim, todo tipo de ajuda para manter a entidade funcionando.

 

O que ele vende?

Prestação de serviço público-social.

 

Qual é o problema que enfrenta?

Baixa doação.

 

Qual é a verba que ele tem para gastar em publicidade?

Nenhuma.

 

Qual é o formato?

Indefinido.

 

Qual é o público que ele quer atingir?

Homens e mulheres acima de 20 anos, que trabalhem, sejam independentes e possuam o mínimo de senso crítico sobre a situação do país.

 

Bem, você já sabe o básico a respeito do cliente. Agora, junto com o redator ou a equipe de criação, comece a pensar. Busque referências. Leia um pouco sobre os albergues. Encontre defeitos, benefícios, diferenciais. Olhe revistas, livros, ilustrações, fotos, internet. Tudo o que estiver ao seu alcance ajudará na ideia. Jamais fique estático, esperando a ideia cair do céu. Pode demorar uma, duas, talvez várias horas, mas as ideias surgirão. Não descarte nenhuma delas. Podem parecer, a princípio, idiotas. Tudo bem, faz parte da criação ser ridículo na maioria dos casos. Tome cuidado em selecionar as ideias que mais lhe agrada, mas que seja pertinente. Nunca esqueça as mínimas coisas que você sabe sobre o cliente e, com o anúncio na cabeça, questione-se sobre a unidade da ideia, informação e público. Se tudo lhe parecer correto, é hora de desenvolver a ideia.

 

Está pronto?

 

Então faça.

 

Ah, você não tem um redator nem uma equipe de criação para lhe ajudar? Faça sozinho. Crie o título, o texto e o layout do anúncio.

 

É muito importante que, mesmo não rabiscando nem escrevendo nada, saiba o que poderia ter feito.

 

Agora, com o anúncio criado aí na sua cabeça, vamos compará-lo com o anúncio propriamente dito.

 

                                   

Criação de Newton Cesar trabalhando para a agência MBK, de Curitiba

 

As melhores peças são aquelas que você olha e diz: “Como é que eu não pensei nisso antes”?

 

Vamos às etapas do anúncio:

 

1 – O cliente era um albergue noturno que não possuía sequer logomarca. O primeiro passo foi criar a logomarca. Tomei o cuidado de transmitir na logomarca aquilo que realmente ela representava.

 

 

2 – A segunda coisa que pensamos (Diretor de Arte, redator, atendimento e dono da agência) foi como resolver o problema do cliente não ter verba para anunciar. A solução foi entrar em contato com jornais, revistas, empresas de fotolito e pedir a colaboração de todos. Todos, inclusive a agência, colaboraram e fizeram o trabalho gratuitamente, como forma de doação.

 

3 – Com a colaboração dos veículos de comunicação, decidimos fazer dois anúncios de uma página. Poderia ter sido menor ou maior. Optamos pelo bom senso e disponibilidade de todos os envolvidos.

 

4 – Em conversa com o redator Zeca Martins, meu dupla naquela época chegamos à conclusão que só seria um anúncio de credibilidade se fosse tratado de forma séria e, ao mesmo tempo, emotiva. Optamos pelo popular para fazer o consumidor se identificar e, no lugar de frases rebuscadas ou simples trocas engraçadinhas de palavras, buscamos o título nas músicas populares. Foi como se essas frases tivessem sido compostas para o anúncio, tão pertinentes. Um feliz achado. E que só nos foi possível chegar a essa criação porque conhecíamos um pouquinho de tudo, inclusive de músicas populares.

 

5 – A escolha pelo preto e branco foi para causar mais dramaticidade e também para representar a verdade da vida dessas pessoas desabrigadas que não possuem um colorido na vida. Na maioria dos casos, são sempre tristes, solitárias. A vida nada mais é senão branco e preta, insípida.

 

6 – Nenhuma das fotografias foi fabricada em estúdio. Juntamente com o fotógrafo, fomos para a rua e também para o albergue. Tiramos as fotos demonstrando a verdadeira realidade do que eles viviam.

 

7 – Para dramatizar ainda mais e obter um visual, ao mesmo tempo forte, realista e bonito, rasguei a foto e aproveitei apenas parte do que interessava na cena. Se usarmos um comparativo, a vida dessas pessoas é isso mesmo: um papel rasgado.

 

8 – Escolhi a tipologia de forma que não roubasse todo o resto. Bonita, moderna, mas clássica, deixou o anúncio atual e verdadeiro, sem fantasias. Um tipo muito desenhado ou rebuscado certamente prejudicaria todo o anúncio.

 

9 – Optei por dar mais peso ao texto do que à imagem, porque não queria que a imagem roubasse a importância do título, que foi excelente. Acabei encontrando uma forma dos dois ficarem com a mesma força. Ao mesmo tempo, seu ponto de atração recai sobre os dois. Você pode até ler o título primeiro, o que é bom, mas é impossível não reparar na força da imagem. Alguns aspectos como o papel rasgado, a forma ovalada da foto, o preto e branco, e a leve granulação ajudaram muito.

 

10 – Por fim, procurei fazer uma composição de todos os elementos de forma que ficassem em equilíbrio. Tomei cuidado para que não poluíssem o anúncio e me restasse boa área branca para ajudar os elementos a ressaltar mais. O resultado, além de agradável, foi reconhecido.


REDAÇÃO PUBLICITÁRIA

HOFF, Tania, Lourdes Gabrielli. – Ed. Elsevier

 

Cap. I - Comunicação

 

Comunicação é a transmissão de idéias com a menor ambigüidade possível, de forma que o interlocutor ou os interlocutores possa compreender a mensagem com a maior exatidão.

 

O processo de comunicação é dinâmico, aberto a influências diversas que interferem na emissão e na recepção de uma mensagem.

 

Para que haja comunicação, é preciso haver produção, transmissão e decodificação de mensagem.

 

Comunicação direta ou interpessoal: Quando os envolvidos estão em contato no momento em que a mensagem é transmitida.

 

Comunicação indireta ou de massa - Quando os envolvidos no processo de comunicação não estão em contato. É medida pelos veículos de comunicação.

 

Os elementos da linguagem são os signos.

 

Os tipos de linguagem são: Verbais, Não-verbais, Plurissígnicas

 

Os elementos da comunicação são: Interlocutores, Mensagem, Canal, Código, Referente.

 

Interlocutores: As pessoas envolvidas no processo de comunicação, independente da quantidade – emissor e receptor.


 


B2


Ambiguidade existe quando há várias possibilidades de compreensão de uma mensagem.

 

Ruídos: São interferências de ordem física, cultural e psicológica.

 

Ruídos físicos são Interferências sobre o canal

 

Ruídos culturais são Interferências no nível do código e do repertório.

 

Ruídos psicológicos Interferências de caráter emocional.

 

Cinco perguntas são fundamentais antes de iniciar a elaboração de uma mensagem ou texto em Comunicação: O que comunicar? Para que comunicar? Para quem comunicar? Como comunicar? Onde (em que canal) comunicar?

 

Cinco perguntas são fundamentais antes de iniciar a elaboração de uma mensagem ou texto em Comunicação Publicitária: O que será comunicado na campanha ou peça publicitária? Qual o objetivo da campanha ou peça publicitária? Qual o público-alvo da campanha ou peça? Qual o tema ou linha criativa da campanha ou peça publicitária? Quais os canais (as mídias) em que as peças da campanha serão veiculadas?

 

A definição dos objetivos de propaganda é tarefa do Departamento de Planejamento da Agência.

 

Briefing de criação: É o final do processo de coleta e análise de informações.

 

Os tópicos do Roteiro para o briefing de criação são: Promessa básica; Justificativa; Promessas secundárias; Apelos visuais; Orientação para criação; Imagem desejada.

 

Promessa básica é o que o produto tem de diferente e o que ele pode prometer ao consumidor.

 

Reason Why é a Justificativa.

 

Promessas secundárias são: Garantia, preço, forma de uso, entrega imediata, quantas velocidades, quantas cores, tudo o mais que você precisa dizer.

 

Orientação para criação: Colocar preço ou não colocar preço, mostrar todas as embalagens com todos os sabores, mostrar o sabonete transformando-se em creme, mostrar o rosto de uma mulher aplicando o produto, ou a mão onde se aplica o creme, animação da ação de produção etc.

 

Imagem Desejada, em publicidade, significa o que desejamos que o consumidor pense a respeito do nosso produto.

 

Objetivo de comunicação é o que preciso comunicar sobre o produto.

 

O registro da marca é importante não só por impedir a ação da concorrência, mas, sobretudo por facilitar a identificação de um produto ou serviço no ponto de venda e, também, através dos veículos de comunicação de massa.

 

A função do título no anúncio é atrair a atenção das pessoas e induzi-las à sua leitura.

 

O título direto é informativo e objetivo.

 

O objetivo do título indireto é atrair a atenção do leitor.

 

As pessoas gostam de novidades, e, mesmo que seja por mera curiosidade, um título novo desperta atenção do público.

 

Título com questões é um título que levanta um problema e o texto dá as soluções.

 

Estratégia de copy pode ser classificada: Reason-why, humor na propaganda e anúncio descritivo.

 

Layout é a combinação do título, das ilustrações, do texto e demais conteúdos de um anúncio.

 

O papel do layout é o de um é um teste visual de como ficará o anúncio.

Story board é a montagem na forma de historinha em quadrinhos do que será um comercial de televisão.

 

Teaser é uma forma de propaganda que procura atrair a curiosidade do público consumidor para um produto e/ou evento.

 

Mensagem é a versão que contém o efeito desejado para a fonte ou emissor através da codificação.

 

Decodificação é a ação do consumidor após receber a mensagem de propaganda, ou ao mesmo tempo em que a recebe.

 

Receptor (em comunicação comercial) é o consumidor ao qual a informação é destinada.

 

Campo de experiência para a fonte refere-se aos conhecimentos adquiridos pelas pesquisas e pelas atividades de comunicação. Para o receptor, as experiências são acumuladas para o uso dos produtos e pela assimilação das mensagens anteriores.

 

Esquema de referência são referências sobre as quais a fonte emissora e o receptor fundamentarão a apreciação da comunicação.


UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO DESIGN

CARDOSO, R. - Ed. Edgard Blücher

Introdução

História e design


A obrigatoriedade do historiador de olhar o passado do ponto de vista presente leva a outro problema da análise histórica: a consciência prévia do que veio depois.


Toda história é uma construção e, ao construir, é necessário escolher os materiais a serem empregados e rejeitar outros.


Ao contrário de outros tipos de história, em que as imagens podem servir apenas de ilustração ou ponto de apoio para o texto, o argumento iconográfico deve ser entendido aqui como igualmente significativo do que o escrito.


A natureza do design

A origem da palavra está na língua inglesa – design se refere tanto à idéia de plano, desígnio, intenção, quanto à de configuração, arranjo, estrutura.

No latim designare, verbo que abrange ambos os sentidos, o de designar e o de desenhar.

Design, arte e artesanato têm muito em comum e hoje, quando o design já atingiu uma certa maturidade institucional, muitos designers começam a perceber o valor de resgatar as antigas relações com o fazer manual.

O primeiro emprego da palavra designer registrado pelo Oxford English Dictionary data do século 17.

O emprego da palavra permaneceu infrequente até o início do século 19, quando surge um número considerável de trabalhadores que já se intitulavam designers na indústria têxtil.


Revoluções industriais e industrialização.

Na Europa entre os séculos 18 e 19 aconteceram uma série de transformações nos meios de fabricação, profundas e decisivas, conceituadas como o acontecimento econômico mais importante desde o desenvolvimento da agricultura. Essas mudanças ficaram conhecidas como Revolução Industrial

A Revolução Industrial buscava chamar a atenção para o impacto tremendo que certas mudanças exerceram sobre a sociedade, o qual só encontrava eco na ruptura radical com o passado efetuada pela Revolução Francesa.

A primeira Revolução Industrial ocorreu na Inglaterra.

Sabe-se que foi na fabricação de tecidos de algodão que o grande surto industrial primeiro se verificou, com um aumento de cerca de 5.000% da produção entre as décadas de 1780 e 1850. O que pressupõe um crescimento tão impressionante é um mercado suficientemente grande para absorver todo esse volume e um retorno crescente que justifique a expansão rápida da oferta.

A Grã -Bretanha deteve um quase monopólio do comércio exterior europeu entre 1789 e 1815, em função do seu claro domínio naval e do bloqueio que impôs à Europa continental durante as guerras napoleônicas.

Eric Hobsbawm definiu a industrialização como um sistema que passa a gerar demanda em vez de apenas suprir a existente.

Pode-se dizer que no século 18 já existia em alguns países da Europa uma classe consumidora numerosa que detinha um forte poder de compra e que já começava a exigir bens de consumo mais sofisticados. Nesse mercado de luxo se encontram os primórdios da organização industrial.


Industrialização e organização industrial, séculos 18 e 19

Primórdios da organização industrial

Nestes tempos privatizantes o que se pode afirmar com certa frequência é que fabricar não é função do estado.

Do ponto de vista histórico, a produção industrial vem sendo exercida continuamente por estados nacionais desde o início da industrialização. Na acepção moderna da palavra pode-se dizer que a indústria é uma invenção do setor estatal.

Entre os séculos 16 e 17, o eixo central do comércio europeu transferiu-se do Mediterrâneo para o Atlântico. Um dos principais resultados dessa transformação foi a consolidação dos estados nacionais na Europa.

A fabricação de armas e de construção naval foram as primeiras manufaturas a serem monopolizadas.

Na França, sob Luís XIV, com seu superintendente de construções Jean-Baptiste Colbert foi iniciado o sistema mais completo de manufaturas reais.

Além das fábricas existentes que produziam vidros e tapeçarias para o rei, o sistema desenvolveu-se principalmente em torno da manufatura real de móveis da coroa – ou, a fábrica de Gobelins – fundada em 1667. A ideia de Colbert era criar um polo que centralizasse toda a espécie de oficinas fabricando artigos para mobiliar os edifícios reais, a fim de racionalizar essa produção e fortalecer a hegemonia francesa na área.

Especialmente interessante, do ponto de vista do design, foi a atuação do pintor Charles Lê Brun, nomeado diretor da fábrica por Colbert.

Entre suas tarefas Lê Brun exercia o papel de inventeur, ou criador das formas a serem fabricadas.

Ele concebia o projeto (l’idée) para um objeto e gerava um desenho, o qual servia de base para a produção de peças em diversos materiais pelos mestres-artesãos em suas oficinas.


UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO DESIGN

Rafael CARDOSO – Ed. Edgard Blücher

Industrialização e organização industrial, século 18 e 19

Expansão da organização industrial


A industrialização passou rapidamente para outros setores e menos rapidamente para outros lugares.


Ao longo do século 19, além do Brasil, França, Estados Unidos e Alemanha se industrializaram em maior ou menor grau.


Com base nas novas estratégias de organização do trabalho e no crescente ritmo de inovação tecnológica, grandes fábricas foram tomando aos poucos o lugar das pequenas oficinas.


Estas últimas permaneceram numerosas e passaram a representar a minoria do volume produtivo nos países industrializados.


Um dos aspectos mais interessantes da transição da fabricação oficinal para a industrial foi o uso crescente de projetos ou modelos como base para a produção em série.


Já existia uma convicção clara de que a divisão de tarefas permitia acelerar a produção através de uma economia do tempo gasto em cada etapa.


O economista escocês Adam Smith criou o exemplo clássico desse princípio em 1776; a versão de uma fábrica de alfinetes imaginária que ele usou para ilustrar os méritos do trabalho dividido.


A produção em série, a partir de um projeto, representava aos fabricantes uma economia não somente de tempo, mas também de dinheiro.


O potencial técnico de repetir padrões em grande escala e de produzir peças mais ou menos uniformes foi revolucionado pela aplicação de máquinas a vapor a diversos processos de fabricação e pela introdução das primeiras máquinas-ferramentas de precisão, ambas efetuadas na Inglaterra entre o final do século 18 e o início do século 19.


Na década de 1830, dois dos mais importantes pensadores, Andrew Ure e Charles Babbage, vieram sofisticar a análise de Adam Smith sobre divisão de trabalho.


Quem lucrava de fato com a mecanização era a categoria incipiente dos designers.


À medida que a produção se mecanizava em alguns setores, o valor monetário do projeto ia se tornando ainda mais explícito.


A impressão mecânica de na indústria têxtil significava que um padrão decorativo bem sucedido podia gerar lucros imensos para o fabricante, sem nenhum investimento adicional de mão-de-obra.


As máquinas para impressão contínua de padrões sobre o papel ou tecido, de um tipo patenteado na década de 1830, também serviam para imprimir decalques para serem aplicados na decoração de louças e outras cerâmicas.


Por diversas razões, a mecanização foi invocada em alguns países como política consciente e sustentada, ora como medida anti-sindicalista, ora como questão de segurança nacional.


O governo dos Estados Unidos estimulou, ativamente, durante o século 19, o desenvolvimento de um sistema mecanizado de fabricação de armas de fogo.


A proposta do inventor americano Eli Whitney no final do século 18 foi fabricar mosquetes com peças inteiramente uniformes e, portanto, trocáveis.


A contribuição dos armamentos para a industrialização incipiente é notável em quase todos os países, inclusive no Brasil.


O papel exercido pelo Arsenal de Guerra e o Arsenal de Marinha da Corte (Rio de Janeiro) teve acentuada liderança na introdução de métodos industriais de fabricação.

Alemanha e Japão marcaram sua evolução industrial no século 19 dando o apoio contínuo e sistemático dos seus governos à indústria nacional através de políticas explícitas de subvenção da produção e proteção do mercado interno.

 

Apesar das origens armamentistas do conceito industrial o exemplo mais elucidativo da padronização como elemento organizador da produção está na indústria de máquina de costura.

 

A Wheeler and Wilson foi a primeira empresa a assumir a liderança do mercado, cujo sucesso se deve diretamente à apropriação de métodos de produção oriundos das fábricas de armas fogo.

 

A Singer Manufacturing Company fundada em 1851 alcançou a liderança do mercado ultrapassando as vendas da Wheeler and Wilson em 1867.

 

O marceneiro alemão Michael Thonet desenvolveu durante as décadas de 1830 a 1840 uma série de técnicas mecanizadas para moldar e curvar varas de madeira usando vapor e pressão.

 

No Brasil, onde a fabricação de móveis era mais limitada surgiu uma fábrica produzindo em grande escala, a Moreira Carvalho e Cia., no Rio de Janeiro.

UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO DESIGN


Rafael CARDOSO – Ed. Edgard Blücher Ltda.

Design e comunicação no novo cenário urbano, século 19


 Formação da comunicação visual moderna


O processo de industrialização acarretou mudanças muito mais amplas que a simples transformação dos métodos primitivos.


Ocorreu no século 19 um crescimento urbano até então inédito na história da humanidade, com números cada vez maiores de pessoas fazendo uso de novos meios de transporte para irem às cidades em busca de empregos.


Nos oitenta anos que separam a chegada de D. João VI ao Brasil e a abolição da escravidão, a população do Rio de Janeiro aumentou cerca de  seis vezes, chegando a 300 mil.


Por volta de 1800 a 1850 respectivamente, as capitais mundiais como Londres e Paris, também tiveram uma taxa de crescimento as quais ultrapassaram o marco de um milhão de habitantes.


Esse aumento da quantidade de indivíduos vivendo em um pequeno espaço ocasionou transformações profundas na natureza das relações entre eles.


As pessoas começavam a deslocar de casa para o trabalho viajando na companhia de estranhos em transportes como ônibus e o bonde, característicos da nova experiência urbana.


O trabalho assalariado colocava ao alcance de um público maior, possibilidades até então restritas a pequenas elites.


O que ocorria com as economias de eventuais sobras de salário é que aumentava o número absoluto de pessoas capazes de consumir mais do que apenas os gêneros de consumo nas faixas média e baixa do mercado.


Entre as mercadorias cujo consumo mais se expandiu no século 19, podemos citar os impressos de todas as espécies.


A difusão da alfabetização nos centros urbanos propiciou um verdadeiro boom do público leitor.


O anseio de ocupar os momentos de folga deu origem à outra invenção da era moderna: o conceito do lazer popular que desenvolveu-se em estreita aliança com abertura de uma infraestrutura cívica composta por museus, teatros, locais de exposição, parques e jardins.


Consumo e lazer acabaram por se fundir durante o século 19. O resultado dessa fusão foi o animado espetáculo das grandes lojas de departamentos.


O fervilhamento no meio do grande fluxo de pessoas e paisagens, o delicioso, mas deprimente anonimato no seio da multidão, a impossibilidade de assimilar todas as imagens e todas as informações, a afetação do tédio diante do desconhecido ou inesperado: são sensações como estas que caracterizam a ”modernidade”, identificada pelo poeta e crítico francês Charles Baudelaire na década de 1860.


Diversos avanços de ordem tecnológica vieram juntar-se nessa época à ampliação do publico leitor, possibilitando não somente a expressão de meios tradicionais como livros e jornais, mas também a criação de veículos impressos novos ou pouco explorados anteriormente como: cartazes, embalagens, catálogos e revistas ilustradas.


Com a introdução de máquinas no processo de fabricação, o papel foi se tornando aos poucos uma mercadoria abundante e barata, possibilitando a produção de impressos por um preço até então impensável em função do alto custo do próprio suporte.


O aperfeiçoamento da fundição mecânica de tipos metálicos facilitou a produção de letras de maiores dimensões e variedade, além de propiciar a criação de fontes novas como o Clarendon e os primeiros tipos sem serifa.


Talvez a mais significativa dentre as novas tecnologias tenha sido a introdução da prensa cilíndrica a vapor de König por volta de 1812, o grande marco nas pesquisas intensivas para mecanizar o processo de impressão.


Na Europa, o resultado dessas inovações foi uma expansão dramática da oferta de impressos mais baratos após 1830, com subsequentes reduções de custos ao longo das décadas seguintes.


A mecanização da impressão contribuía sob duas formas para multiplicar os lucros da firma impressora: primeiramente, aumentava a produtividade e, em segundo lugar, diminuía a despesa com mão-de-obra especializada.


O papel do designer gráfico adquiria um valor redobrado, pois o critério principal que distinguia a qualidade dos impressos passava a não ser mais a habilidade da execução gráfica, mas a originalidade do projeto e, principalmente, das ilustrações.


A atuação do desenhista, jornalista e editor Ângelo Agostini na Vida Fluminense, publicada entre 1868 e 1876, e na Revista Ilustrada publicada entre 1876 e 1896, constitui-se em um marco fundamental da história gráfica nacional.


Além das novas tecnologias para impressão de texto, outro fator decisivo para a expansão do mercado para produtos gráficos foram as evoluções importantíssimas no campo da reprodução de imagens.


Ao uso secular da xilogravura – o que havia ganhado uma nova popularidade no final do século 18 – vieram juntar-se a litografia (sobre pedra e sobre zinco) e a gravura em metal sobre chapas de aço, técnicas aperfeiçoadas para uso comercial e industrial durante o século 19.


Surgiram entre 1830 e 1880 alguns dos mais importantes periódicos do século 19 como Lê Charivari e L’illustration na França ou o Illustrated London News na Inglaterra.


Umas das linguagens visuais, que viria a se tornar característica do século 20, teve também o seu início nesse período fértil de inovações.


Algumas revistas ilustradas passaram a veicular diversos tipos de histórias em imagens, geralmente constituídas de uma sequência de quadros com algum encadeamento visual, encimando um pequeno texto narrativo.


A verdadeira história em quadrinhos, tal como é conhecida hoje – com o texto inserido dentro do quadro desenhado, geralmente por intermédio de balão, personagens recorrentes e um alto grau de figuração narrativa – só iria aparecer na década de 1890 nos Estados Unidos.


Na busca constante de novidades que aumentassem as vendas, o jornal New York World, de propriedade de Pulitzer, passou em 1893 a publicar uma página a cores no seu suplemento dominical.


Foi no New York Journal, de propriedade de Hearst, que surgiu em 1897 a tira que marcaria o início dos comics modernos – os Katzenjammer Kids (publicada no Brasil com o título Os Sobrinhos do Capitão), de Rudolph Dirks.


Talvez o aspecto mais surpreendente no estudo dos veículos e das linguagens desenvolvidos nessa época seja a existência de importantes variações nacionais e regionais.


A primeira marca registrada de que se tem conhecimento, no Brasil foi rapé Areia Preta.