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Criação Publicitária - Teoria e Prática

CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA


11/02 - Aula inaugural / Plano de Ensino / Bibliografia / Disciplinas On line/DPs / APS / ED / AtC / Escolha do representante / Montagem das agências / Revitalização de logo da agência e defesa (as rafes serão aprovadas em sala - levar material para criação) / Serão trabalhadas as contas já pertencentes à agência.


18/02 - CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 01 - O design gráfico internacional, os principais movimentos e a formação do design gráfico moderno / Movimento das artes e ofícios  - Inglaterra  (1883 a 1914) / Os principais representantes do movimento / As contribuições do movimento / Movimento Art Nouveau - Paris (1880 a 1910) / Os principais artistas do movimento / As contribuições do movimento / Cubismo - Paris (1907 a 1914) / O Cubismo / Os principais artistas do Cubismo / As contribuições do Cubismo / Futurismo - Paris (1909 a 1916) / Os principais artistas do movimento / As contribuições do movimento / Dadaísmo - Zurique (1916 a 1922) / As principais características do movimento / O movimento Dadaísta / Os artistas do movimento / Movimento de Stijl (O Estilo) - Neoplasticismo - Amsterdã (1917 a 1932) / As cores do movimento / Os artistas do movimento / As contribuições do movimento / Os conceitos estéticos / Bauhaus - Alemanha (1919 a 1933) / Os conceitos empregados pela Bauhaus / Os temas do design ensinados na Bauhaus / A escola Bauhaus / Bauhaus de Weimar (1919 a 1925) / Bauhaus de Dessau (1925 a 1932) / Bauhaus de Berlim (1932 a 1933) / Os professores e artistas da Bauhaus / A escola mais famosa / Bauhaus / Os princípios que norteavam a criação e produção do design / Construtivismo russo - Moscou (1920 a 1942) / A palavra construtivismo / Os principais representantes do construtivismo / Contribuições do Construtivismo / As experimentações de novas técnicas visuais


25/02 - Apresentação da logo de agência revitalizada e respectiva defesa  (cada integrante da agência deve apresentar uma ideia) / CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 01 - Surrealismo - Paris (1924 a 1945) / A arte surrealista / Os principais artistas do movimento / Os designers gráficos / Contribuição importante do surrealismo / Movimento Art Déco - Paris (1925 1 1930) / O termo Art Déco / Os artistas do movimento / A contribuição do movimento no design moderno / Depois da Bauhaus / A arquitetura / No design gráfico / O movimento moderno / O desafio depois da Bauhaus / Nos anos 19(60) / Sugestão de leitura / O design gráfico no Brasil, a formação após os anos 19(50) e os profissionais pioneiros / Anos 19(60) / Anos 19(70) / Os pioneiros do design gráfico do Brasil / OS DESAFIOS DO DESIGNER - Marcas do Brasil


04/03 - Recesso

11/03 - CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 02 - O design gráfico contemporâneo nacional e as principais contribuições / Anos 19 (80) / Anos 19(90) / Moema Cavalcanti / Rico Lins / João Baptista da Costa Aguiar / Sugestão de Leitura / O design gráfico contemporâneo internacional e as principais contribuições / Push Pin Studio / David Carson / Sugestão de leitura

18/03 - Entrega da arte-final da revitalização da logo da agência em prancha rígida padrão e defesa em book / CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 03 - A formação e a criação da identidade visual da agência / Sugestão de leitura / A aplicação da marca em vários suportes de propaganda / Capa / Introdução / O Conceito / O brainstorming / O trajeto visual da marca / A apresentação da marca / Teste de leitura (legibilidade) / Adequações e inadequações / O controle das cores / O diagrama de construção / A tipografia padrão da marca / Os procedimentos (as novas tecnologias) / Referências / Sugestão de leitura / Criação de Outdoor - (as rafes serão aprovadas em sala - levar material para criação) / DIREÇÃO DE ARTE EM PROPAGANDA - A criação do outdoor / Comunicação / Outdoor / Apelo diferenciado / Aproximação diferente / Instantâneo / Agilidade / Pouco tempo / Criar outdoor / 8 segundos / Vender o produto / Investimentos / Título / Texto / Layout / Rápido entendimento / Pra que serve o outdoor / Princípios de criação / Preocupações / Criatividade / Deixe a mente viajar / Coisas que você tem que saber sobre um outdoor / Coisas que estão mudando no outdoor

25/03 - CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 04 - O texto publicitário: os conceitos e as particularidades / Sugestão de leitura / A formulação dos títulos de apelos emocionais e racionais em peças publicitárias / CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 05 - O conceito e a unidade na criação das peças gráficas / Sugestão de leitura /  A proposição da campanha publicitária, as informações de posicionamento, conceito e tema criativo / Exemplos

01/04 - PROVA NP1

08/04 - Apresentação de layout de outdoor (cada integrante deverá apresentar uma ideia) / Criação de spot vendendo serviço funerário (storyline do spot) (criar nome da funerária) (levar material para criação)

15/04 - CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 06 - A revista, o espaço de publicidade com anúncios bem produzidos / Sugestão de leitura / O jornal, espaço de publicidade e anúncios all type /  Criação de anúncio revista

22/04 - Entrega da arte final do outdoor em tamanho proporcional (folha A3 com dupla face no verso ou maquete proporcional) / Apresentação do storyline dos spots / CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 07 - O rádio, meio de comunicação e espaço de propaganda / Rádio / Sugestão de leitura / A televisão e o cinema, meios de comunicação; espaços das peças de propaganda / Televisão / Cinema / Sugestão de leitura

29/04 - CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 08 - O ambiente e as peças gráficas de ponto de venda (PDV) / Sugestão de leitura / O cartaz: peça gráfica de comunicação e o glossário de ponto de venda / O glossário das peças publicitárias de ponto de venda / Adesivo de chão / Bandeirolas / Banner / Características do banner / Display / Faixa de gôndola (Régua de gôndola) / Móbile / PDV / Sticker / Take one / Woobler / Sugestão de leitura / UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO DESIGN 03 - Industrialização e organização industrial, séc. 18 e 19 / Revoluções industriais e industrialização / Revolução industrial / A primeira revolução industrial / Surto industrial / Um mercado suficientemente grande / Bloqueio à Europa / Eric Hobsbawm / Os primórdios da organização industrial / Mercado de luxo / UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO DESIGN 04 - Industrialização e organização industrial, séc 18 e 19 - Primórdios da organização industrial / Indústria é invenção estatal / Eixo central do comércio europeu / Consolidação dos estados da Europa / Fabricação de armas / Manufaturas reais / A fábrica de Gobelins / O polo centralizador / Charles Lê Brun / O paoel de inventeur / O projeto (L'Idée)

06/05 - Apresentação layout anúncio revista / (DATA SHOW) - UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO DESIGN 05 - Expansão da organização industrial / A industrialização / Novas estratégias de organização / Transição da fabricação oficinal para a industrial / A divisão de tarefas / A produção em série / O potencial técnico / Divisão de trabalho / A mecanização / O valor monetário do projeto / Lucros imensos / A máquina para impressão contínua / A mecanização / Sistema mecanizado de fabricação de armas de fogo / Fabricar com peças inteiramente uniformes / A contribuição dos armamentos para a industrialização incipiente / Métodos industriais de fabricação / Evolução industrial / Padronização / Métodos de produção / A liderança do mercado / Técnicas mecanizadas / A fabricação de móveis

13/05 -  ...

20/05 - Entrega arte final anúncio revista encartado na revista / Entrega dos spots / UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO DESIGN 06 - Design e comunicação no novo cenário urbano, séc. 19 - Formação da comunicação visual moderna / O processo de industrialização / Crescimento urbano / Transformações profundas / Nova experiência urbana / Trabalho assalariado / Pessoas capazes de consumir / A difusão as alfabetização / O conceito do lazer popular / Consumo e lazer / Lojas de departamentos / Modernidade / Criação de veículos impressos novos / Produção de impressos / O aperfeiçoamento da fundição mecânica de tipos metálicos / O processo de impressão / Prensa a vapor de König / Oferta de impressos mais baratos / Um marco da história gráfica nacional / Evoluções no campo da reprodução de imagens / Técnicas aperfeiçoadas / Importantes periódicos / Período fértil de inovações / Histórias em imagens / História em quadrinhos / Novidades que aumentassem as vendas / Comics modernos / Estudo dos veículos e das linguagens

27/05 - PROVA NP2

03/06 - PROVA SUB

10/06 - EXAME

17/06 - REVISÃO DE PROVAS E EXAMES


24 /06 - Fim do Semestre Letivo

SÍNTESE DA MATÉRIA

NP1

CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 01

 

O design gráfico internacional, os principais movimentos e a formação do design gráfico moderno.

 

Movimento das Artes e Ofícios - Inglaterra (1883 - 1914)

       

O Movimento das Artes e Ofícios surgiu com críticas à industrialização e proposta de retorno à tradição artesanal da Idade Média.

      

Os principais representantes do movimento foram: o crítico de arte John Ruskin, o arquiteto e designer William Morris e outros.

      

As contribuições do movimento foram: o início das escolas técnicas e da profissão de desenhista industrial (designer).

 

Movimento Art Nouveau - Paris (1890 - 1910)

      

O Movimento Art Nouveau foi orientado para o design, recebeu contribuições das xilogravuras e estampas japonesas, a linha curva e a inspiração na natureza foram os seus temas.

      

Os principais artistas do movimento foram: Toulouse-Lautrec, Pierre Bonnard, Gustav Klimt, Jules Chéret, Alphonse Mucha e outros.

       

As contribuições do movimento foram: a criação de pôsteres gráficos, a produção de objetos de decoração, a utilização do ferro e do vidro como matéria prima de criação artística.

 

Cubismo - Paris (1907 - 1914)

      

O Cubismo, historicamente, teve origem com as obras de Cézanne, que utilizava formas naturais reduzidas a esferas, cones e cilindros. Mas, o movimento cubista teve início a partir da exposição de Les Demoiselles d’Avignon, no estúdio de Picasso, em 1907.

      

O Cubismo se fundamentava na destruição da harmonia clássica das figuras e na decomposição da realidade, propôs a ruptura na pintura feita até então na história da arte.

      

O Cubismo levantou a reflexão sobre a simultaneidade do espaço e do tempo, em consonância com os novos fluxos e ritmos do início do século XX.

 

Abriu os caminhos para se pensar em associações com a física atômica, a montagem cinematográfica, e a consciência dos mecanismos da linguagem desenvolvida pela linguística.

      

Os principais artistas do Cubismo foram: Pablo Picasso, Georges Braque, Juan Gris, Fernand Léger, Robert Delaunay.

 

No Brasil o movimento foi representado por Antonio Gomide, Vicente do Rego Monteiro e outros.

      

As contribuições do Cubismo para a formação do design moderno foram: a utilização da colagem e montagens no processo de criação dos trabalhos de design gráfico e publicidade.

      

O Cubismo foi responsável pela fotomontagem em grid editorial, por colagens em anúncios publicitários, e o emprego da expressão de criação no design.

 

Futurismo - Paris (1909 - 1916)

      

O Movimento Futurista exaltava o mundo moderno com a velocidade, o automóvel, o avião e a guerra.

 

Foi um movimento focado na era das máquinas.

      

Os principais artistas do movimento foram: Filippo Tommaso Marinetti, Giacomo Balla, Carlo Carrà, Umberto Boccioni, Antonio Sant’Elia e outros.

      

As contribuições do movimento foram: a alteração do grid da página impressa, com a palavra redigida em movimento, os pôsteres gráficos e imagens em movimento.

 

Dadaísmo - Zurique (1916 - 1922)

      

O movimento Dada teve origem em Zurique em 1916, no chamado Cabaret Voltaire, era relacionado aos movimentos anarquistas do período da Primeira Guerra Mundial.

      

As principais características do movimento eram se opor a qualquer tipo de movimento cultural oficial, e incentivava o improviso e acaso.

      

O movimento Dadaísta era contra a guerra, os trabalhos artísticos tinham um tom experimentalista e espontâneo.

      

Os artistas do movimento foram: Tristan Tzara, Marcel Duchamp, Hans Arp, Francis Picabia, Max Ernst, Man Ray, Kurt Schwitters, Guillaume Apollinaire e outros.

      

O Dadaísmo contribuiu na formação do design gráfico moderno de várias maneiras; ajudando-o a se libertar das restrições retilíneas e reforçou a ideia cubista do uso da letra em si mesma como experiência visual.

 

Despertou, também, nos designers o fato de que o chocante e o surpreendente podem representar um importante papel na superação da apatia visual.

 

Se hoje em dia, este movimento é lembrado, foi porque os artistas e literários dadaístas tornaram-se os pioneiros dos processos criativos inusitados. 

 

Movimento De Stijl (O Estilo) - Neoplasticismo - Amsterdã (1917 - 1932)

      

O movimento teve a origem na arte e tecnologia, adotava as figuras geométricas retângulos e quadrados como padrões estéticos.

      

As cores da construção dos trabalhos do movimento De Stijl foram o amarelo, branco, preto, azul e vermelho.

      

Os artistas do movimento foram: Theo van Doesburg, Gerrit Rietveld, Piet Mondrian e o arquiteto J.J.P Oud e outros.

      

As contribuições do movimento foram: a criação de um grid ortogonal e o uso da composição assimétrica no layout da página impressa, a construção de um design racional.

 

Os conceitos estéticos do De Stijl foram importantes para os ensinamentos da Bauhaus. 

 

Bauhaus - Alemanha (1919 - 1933)

      

A escola Bauhaus é reconhecida pela introdução, na arquitetura e no design de interior, do Estilo Internacional (a utilização do simples e funcional), além de ter lançado os fundamentos do estilo do design industrial.

      

Os conceitos empregados pela Bauhaus foram: as cores primárias (magenta, amarelo e azul), as formas primárias (quadrado, triângulo e círculo) e as formas tridimensionais (o cubo, a pirâmide, a esfera e o cone).

      

Os temas do design ensinados na Bauhaus foram: a forma segue a função, e menos é mais.

      

A escola Bauhaus no período de funcionamento teve três localizações e vários diretores:

      

Bauhaus de Weimar (1919-1925) - direção: Walter Gropius;

      

Bauhaus de Dessau (1925-1932) - direção: Walter Gropius e Hannes Meyer;

      

Bauhaus de Berlim (1932-1933) - direção: Mies van der Rohe.

      

Os professores e artistas da Bauhaus foram: Walter Gropius, Mies van der Rohe, László Moholy-Nagy, Paul Klee, Wassily Kandinsky, Josef Albers, Hebert Bayer, Marcel Breuer, Hannes Meyer e outros.

 

O autor Claudio Ferlauto escreve, em seguida, sobre a Bauhaus e as contribuições para a formação do design: 

 

A escola mais famosa e a que mais influenciou o design no último século foi a Bauhaus, fundada em 1919 na Alemanha, uma escola de arquitetura que considerava o desenho dos objetos como responsabilidade dos arquitetos.

Ela nasceu de dois fatores: primeiro, do desejo de unir a arte e a tecnologia recente, e o segundo, da necessidade da sociedade alemã em particular, e da europeia em geral, devastadas pelas guerras napoleônicas, de reconstruir suas cidades e reequipar suas habitações de maneira rápida, econômica e eficiente.

 

Os princípios que norteavam a criação e produção do design eram a racionalidade, a simplificação das formas e a procura de custos que possibilitassem o acesso do maior número de pessoas aos produtos industriais. 

 

Construtivismo Russo - Moscou (1920 - 1942)

      

O design visual revolucionário russo teve em Kasimir Malevitch, um dos seus principais personagens, que estabeleceu o Suprematismo, um estilo de pintura constituído por elementos absolutos e fundamentais; as formas geométricas do quadrado, do triângulo e do círculo.

      

A palavra Construtivismo era um largo rótulo aplicada a um grupo de trabalhos de tendências diversas, uma de suas metas era combinar as palavras e imagens em experiências simultâneas, tanto na página impressa quanto no filme.

      

Os principais representantes do Construtivismo foram: Kasimir Malevitch, El Lissirzky, Wladimir Maiacovsky, Alexander Rodchenko, Nikday Prusakov, os irmãos Stenberg e outros.      

      

Entre as contribuições do Construtivismo temos a palavra-imagem que iniciou o primeiro passo para a fotojornalismo e o tratamento de imagens visuais do design gráfico. 

      

As experimentações de novas técnicas visuais foram importantes para o design moderno como a fotomontagem, os fotogramas, a superposição e o uso da tipografia livre em peças impressas dando uma nova ordem ao design gráfico.

 

Surrealismo - Paris (1924 - 1945)

       

O Surrealismo baseou-se na obra de Freud, Interpretação dos Sonhos, que revelava o papel do inconsciente como repositório dos desejos sexuais reprimidos e no livro de Ulisses, de James Joyce, publicado em 1922.

 

O movimento utilizou-se da técnica da livre associação de ideias para revelar o subconsciente dos seus personagens.

      

A arte surrealista adotou como principal tema o simbolismo, as imprevisíveis justaposições do inconsciente, do modo como normalmente acontecem nos sonhos, essa temática foi empregada nos trabalhos dos artistas do movimento.

      

Os principais artistas do movimento foram: André Breton, Max Ernst, René Magritte, Salvador Dalí, Joan Miró, Hans Arp, Marc Chagall, Giorgio de Chirico e outros. 

      

Os designers gráficos ganharam grandes benefícios dos pintores surrealistas, isso se deve a estreita relação do Surrealismo com as reações emocionais e os estímulos do inconsciente, este movimento teve uma contribuição decisiva na comunicação visual e na ilustração contemporânea.

      

Outra contribuição importante do Surrealismo para o design e publicidade foi o método de gerir ideias, o brainstorming, exercício criativo, presente em agências de publicidade até hoje.

 

Movimento Art Déco - Paris (1925 - 1930)

      

O movimento Art Déco é considerado por muitos críticos, um movimento de origem decorativa, as temáticas criativas adotadas foram: as linhas retas com a associação dos quadriláteros e figuras de ângulos retos.

      

O termo Art Déco não era comum nas décadas de 1920 e 1930.

 

Na França, adotou-se a denominação de style moderne ou Paris 1925, devido à Exposition Internationale dês Arts Décoratifs et Industriels Modernes, do mesmo ano.

 

Nos anos 1960 o movimento recebeu o nome de Art Déco.

      

Os artistas do movimento foram: A. M. Cassandre, A. Tolmer, John Held Jr, Bret-Koch e outros. 

      

As contribuições do movimento no design moderno foram: a construção do grid da página impressa, a partir da composição simétrica e a diversidade de cartazes, anúncios, marcas, fontes tipográficas para o meio impresso.

 

Depois da Bauhaus

      

A escola Bauhaus encerrou suas atividades em 1933, nesse momento o design moderno era uma ideia já em curso.

 

A arquitetura assumiu o Estilo Internacional e o design industrial tornou-se uma nova expressão artística, baseada nas estruturas estabelecidas em suas oficinas.

 

No design gráfico, a assimetria foi instituída, a tipografia encontrou novas aplicações, diretas e simples; e a importância da publicidade era um novo fato.

      

O movimento moderno colocou uma nova ênfase nas cores e nas formas primárias, e os design dos tipógrafos da Bauhaus, além dos trabalhos de Theo van Doesburg, El Lissitzky e Jan Tschichold, trouxeram para o layout da página impressa, um novo requinte.

      

O desafio depois da Bauhaus era incorporar as novas ideias a uma estrutura de comunicação comercial, nem sempre cooperativa.

Nos anos 1960, a Pop Art, juntamente com as experimentações do espírito dadaísta, encontrou as aplicações das imagens comerciais na publicidade e na indústria da embalagem.      

 

SUGESTÃO DE LEITURA: Os desafios do designer & outros textos sobre design gráfico - Os desafios do designer - Chico Homem de Melo.

 

O design gráfico no Brasil, a formação após os anos (19)50 e os profissionais pioneiros.

 

ANOS (19)50

 

Comparado a outras atividades e principalmente a outros países, o design é uma atividade bastante recente no Brasil.

 

São ministrados os primeiros cursos de design no Instituto de Arte Contemporânea (IAC) do MASP, por iniciativa do professor Pietro Maria Bardi em São Paulo.

 

Os anos (19)50 marcam as principais iniciativas de criação daquela que foi considerada a geração precursora dos designers gráficos no Brasil. 

 

Filhos de Ulm, netos da Bauhaus, importantes profissionais foram se formando nas primeiras escolas que lutavam por construir em São Paulo e no Rio de Janeiro, currículos que refletissem as necessidades advindas dos esforços de industrialização do Brasil.

 

É necessário destacar o papel incentivador do governo de Jucelino Kubitschek, os anos JK, a implantação da indústria automobilística e a construção de Brasília, projeto dos arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.

 

Os principais eventos e publicações, as iniciativas que marcaram as diversas áreas de atuação desses profissionais, os primeiros escritórios de design foram registrados nesta primeira etapa.

 

Em São Paulo surge o movimento da Arte Concreta que influenciou o design gráfico brasileiro.

 

Foram participantes os poetas; Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Décio Pignatari.

 

Nas artes plásticas o movimento foi representado por Valdemar Cordeiro que realizou experiências com a fotografia e imagens da sociedade industrial.

 

Geraldo de Barros desenvolveu trabalhos em fotografia, artes plásticas e contribuiu com o design de móveis.

 

Antonio Maluf produziu cartazes, pinturas, desenho e painéis arquitetônicos.

 

Maurício Nogueira Lima  que fez design gráfico e arquitetura de interiores (estandes), ambientações de estações do metrô e da Estação Ciência (Lapa), intervenções urbanas no Largo São Bento (painel em prédio criando a noção de perspectiva) e pintura no elevado presidente Costa e Silva, trabalhos feitos a partir da década de (19)80. 

 

ANOS (19)60

 

Os anos (19)60 são responsáveis por muitos avanços tecnológicos decisivos para a comunicação visual brasileira.

 

No âmbito da vida social e política temos o início da ditadura militar, em 31 de março de 1964.

 

Em 1964 foi inaugurada a primeira escola de ensino superior de desenho industrial no Brasil - Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) no Rio de Janeiro.

 

Em 1969, os astronautas americanos chegam à Lua, momento histórico que é televisionado para todo o planeta.

 

A televisão torna-se o meio de comunicação de grande abrangência, até o primeiro trimestre de 1969, cerca de 4 milhões de brasileiros possuíam um aparelho de TV em casa.

 

O mercado internacional começa a explorar o filão de segmento para jovens até então ignorado.

 

A linguagem utilizada para atingir esse público possui estreita relação com o psicodelismo e a Pop Art de Andy Warhol, David Rockney e Roy Lichenstein.

 

ANOS (19)70

 

Os anos (19)70 foram repletos de transformações industriais, sociais e culturais que favoreceram o design brasileiro, porém vivenciamos uma época repressiva dos governos militares, marcada pela censura dos meios de comunicação, e prisões dos opositores desse governo.

 

Nos anos (19)70 o Brasil torna-se um país urbano, com 56% da população vivendo nas cidades, em 1972 começa a funcionar a TV em cores no território nacional.

 

É um período da nossa história, em que há censura dos principais veículos de comunicação, e grupos de esquerda fazem sequestros de embaixadores, esse momento consideramos de anos de chumbo.

 

O desenvolvimento do processo fotográfico dá novas perspectivas à mídia impressa e à linguagem gráfica.

 

O uso do design gráfico é cada vez mais recorrente na publicidade, exposto nas embalagens, rótulos, malas diretas, anúncios impressos, cartazes etc.

 

Em 1978, os primeiros microcomputadores pessoais são colocados à venda no mercado mundial.

 

Os pioneiros do design gráfico do Brasil

 

Aloísio Magalhães, Ruben Martins, Alexandre Wollner e Emilie Chamie, considerados os pioneiros do design gráfico do Brasil.

 

Aloísio Magalhães (1927-1982) é um dos pioneiros na introdução do design moderno no Brasil, tendo ajudado a fundar a Escola Superior de Desenho Industrial do Rio de Janeiro (ESDI).

 

É normalmente considerado pela crítica um dos mais importantes designers gráficos brasileiros do século XX.

 

Ao lado dos sócios Joaquim Redig e Rafael Rodrigues, projetou a identidade visual da Petrobrás, do IV Centenário do Rio de Janeiro e foi responsável pelo projeto gráfico das notas do cruzeiro novo (moeda adotada no país a partir de 1966).

 

Foi também membro fundador d'O Gráfico Amador, uma private press que, através de suas experiências tipográficas, teve contribuição significativa no moderno design gráfico brasileiro.

 

Ruben Martins (1929-1968) é absolutamente importante e contemporâneo.

 

Seu trabalho, de qualidade e profundidade inegáveis, é de grande compreensão para o design brasileiro e do momento histórico, ao lado das obras de Alexandre Wollner e Aloísio Magalhães.

 

Ruben Martins nasceu em São Paulo, em 1929, cidade na qual iniciou sua formação na arte acadêmica.

 

Em meados de 1950 foi para Salvador, na Bahia, onde trabalhou como artista plástico.

 

Ao lado de Caribé, Mario Cravo e Marcelo Grassman, entre outros artistas, formou o grupo que revitalizou as artes plásticas nacionais.

 

Ruben Martins fundou a primeira agência de design e propaganda em SP, Forminform, são suas criações as marcas: Bozzano, Braspérola, Cia Interamericana de Metalurgia, Laboratório Procienx, Casa Almeida.

 

Alexandre Wollner (1928- ), filho de imigrantes iugoslavos, interessou-se pelo desenho já na infância.

 

Quando adolescente, frequentava os ateliês da Associação Paulista de Belas Artes.

 

Aos 22 anos, Alexandre Wollner entrou no curso de iniciação artística do Instituto de Arte Contemporânea do MASP, berço da formação dos pioneiros do design no Brasil, criado em 1950 por Pietro Maria Bardi, Lina Bo Bardi e Jacob Ruchti.

 

Destacou-se como aluno e se envolveu em importantes produções artísticas da época, como a realização dos cartazes de cinema para a Filmoteca Brasileira do MAM;

 

colaboração na montagem da exposição retrospectiva de Max Bill (1908-1994) no MASP, no ano de 1951;

 

e montagens das duas primeiras Bienais de São Paulo, em 1951 e 1953, onde participou com três pinturas e recebeu o Prêmio Jovem Pintor Revelação Flávio de Carvalho.

 

Alexandre Wollner, também foi aluno da Escola de Ulm (Alemanha Ocidental -1958) criou as seguintes marcas:

 

Metal Leve,

 

Indústria Klabin,

 

Postos São Paulo,

 

Fechaduras Brasil,

 

Eucatex,

 

Fechaduras Papaiz,

 

MAC-USP,

 

Grupo Industrial Santista,

 

Promax Bardhal,

 

Cofap,

 

Celucat,

 

Itaú entre outras.

 

Emilie Chamie (1927-2001) foi a primeira mulher profissional de design gráfico no país, atuando na área desde a década de 1950, fez parte da geração de artistas gráficos que introduziu e modernizou as técnicas e processos de criatividade em comunicação visual.

 

Seu trabalho é referência pelo rigor e originalidade e tem contribuído com a formação de novos artistas e profissionais.

 

Tomou conhecimento dos conceitos da comunicação visual, através do curso do Instituto de Arte Contemporânea (IAC), em São Paulo, tendo aulas com o professor Pietro Maria Bardi e convivência com pintores concretos.

 

Foi uma das primeiras a dedicar-se à produção de linguagens interdisciplinares (design gráfico, fotografia e teatro). 

 

O curso me abriu as portas da percepção da comunicação visual em suas formas impressas graficamente, afirmou certa vez.

 

Seu trabalho é marcado pela elegância, simplicidade e funcionalidade dos projetos criados.

 

Acreditou que é essencial que o designer compreenda o que o cliente necessita e traduza o trabalho na solução do problema.

 

No entanto, nem por isso pensava que o design fosse um serviço, mas uma arte específica que deve se comunicar através do olhar, destinando-se uma comunicação imediata e visual.

 

Sendo que para isso, fosse preciso estética, beleza e funcionalidade.

      

Não teve familiaridade com o computador, mas não o dispensou para a finalização, reconhecendo-o como ferramenta útil.

 

Além disso, outra característica de seu trabalho foi o geometrismo de Mondrian, demonstrado em chapados, linhas retas e compasso, não pincelado, aliado a um estudo rigoroso de seleção de cores. 

 

A marca tem de ser construída estruturalmente em preto e branco.

 

Depois é possível colorir do jeito que quiser... ou até mesmo eliminar a cor, que a marca não se desfaz.

      

Entre seus projetos importantes estão a criação da marca do Teatro Brasileiro de Comédia,

 

e do Centro Cultural São Paulo, referências visuais do design gráfico nacional.

      

Emilie Chamie faleceu no dia 23 de setembro de 2001, aos 74 anos, de falência múltipla de órgãos, em decorrência de hepatite.

 

Seu olhar poético, no entanto, pode ser conferido na vasta obra construída em 40 anos de profissão.

 

 

SUGESTÃO DE LEITURA: Capítulo, Marcas do Brasil, que está na página 10, do livro Os desafios do designer & outros textos sobre design gráfico, do autor Chico Homem de Melo.


OS DESAFIOS DO DESIGNER

Chico Homem de MELO – Ed. Rosari

 

Marcas do Brasil

 

Marca é identidade visual concentrada: alta densidade de informação no mínimo de espaço.

 

Se o assunto é o surgimento do design gráfico no Brasil, o marco dessa fase são as marcas.

 

Exatamente por seu poder de concentrar informação, as marcas foram a face mais visível e mais identificável da nova profissão que surgia.

 

No contexto geral do país: industrialização, desenvolvimento, 50 anos em 5.


No contexto mais específico das linguagens visuais, houveram duas criações marcantes em 1951.


A criação do Instituto de Arte Contemporânea, ligado ao MASP e a primeira Bienal de São Paulo.

 

Na virada dos anos 1950 para os anos 1960 surgiram os primeiros escritórios de design do país.

 

Forminform foi o primeiro escritório de design que surgiu em São Paulo.

 

No Rio de Janeiro o primeiro escritório de design foi o PVDI.

 

A primeira escola que implantou as sequencias de Programação Visual e Desenho Industrial em São Paulo foi a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.

 

No Rio de Janeiro foi fundada a ESDI – Escola Superior de Desenho Industrial.

 

A primeira geração de designers estava imbuída dos ideais do Movimento Moderno.

 

Existia uma tarefa a ser cumprida e um programa claro a ser seguido. O espírito que norteava tudo era internacional.

 

Identidade nacional não se coleta se cria. A ordem era apostar nos planos arrojados mesmo quando considerados no panorama internacional.

 

O espírito internacional, permeado pela preocupação em construir uma cultura brasileira, pode ser encontrado em duas marcas mais sedutoras daqueles tempos heroicos: FAU USP E IV Centenário do Rio de Janeiro.

 

Nos anos 1960, algumas marcas são exemplos de coerência e princípios: Villares, Metrô, Metal Leve, Banco Nacional.

 

O que aparece estampado no celebre b da Bozzano é a coerência de princípios e de procedimentos projetuais.


No caso da Eucatex, Wollner elabora uma cerrada justificativa: por tratar-se de um fabricante de laminados flexíveis de madeira com propriedades acústicas.


A referência figurativa adotada foi a estrutura orgânica do ouvido humano.

 

Na década de 1950 foram gestadas as condições para a eclosão do design nos anos 1960.


Já a década de 1970 representou um período de aquecimento para as mudanças que ocorreriam nas décadas seguintes.

 

A nova linguagem gráfica implantada na Rede Globo por Hans Donner significou um imenso salto de qualidade em relação à cultura visual dos meios de massa brasileiros da época.

 

Miran contribuiu para colocar em dúvida algumas certezas da arte do design. Por exemplo, o recurso banido do vocabulário ulmiano (escola de Ulm) que foi explorado por Miran foi o gesto.

 

No início dos anos 1980, Miran passa a editar aquela que por anos seria a mais sofisticada revista brasileira. A Revista Gráfica.

 

A marca do Centro Cultural de São Paulo, criada por Emilie Chamie resgata o desenho das grandes vigas metálicas curvas que caracterizam o edifício, as quais criam um jogo assimétrico.

 

A marca da Monark introduz um número maior de elementos no desenho do sinal e explora mais explicitamente uma referência figurativa.

 

A marca da Triton nos oferece um verdadeiro cardápio de heresias para os padrões ulmianos (escola de Ulm): complexidade, excesso, variedade, ausência de elemento estruturante hegemônico.

 

Dos efeitos derivados da linguagem televisiva, o rompimento com a bidimensionalidade pode ser visto em duas marcas: Santista e Step.

 

O S da Santista foi constituído na forma de uma fita flutuando no espaço, em alusão aos produtos da empresa.



CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 02


O design gráfico contemporâneo nacional, e as principais contribuições.


Neste módulo selecionamos fatos importantes da história do design gráfico brasileiro nos anos (19)80 e (19)90. São transformações que contribuem para a formação profissional no mercado publicitário.


ANOS (19)80


Nos anos (19)80 surge o design gráfico que adota a complexidade como novo componente criativo.


Os avanços tecnológicos produziram mudanças sensíveis no espaço de criação, entre as novidades emergentes dos anos (19)80 estão:


o surgimento da rede mundial de computadores,


a internet, em 1989,


a criação da World Wide Web (WWW),


e a presença dos computadores (PC), nas agências de publicidade e escritórios de design.


As novas tecnologias foram responsáveis por mudanças expressivas.


A era do computador chegou definitivamente e os designers passaram a usar softwares gráficos cada vez mais completos em termos de recursos.


Para os designers gráficos, os novos meios tecnológicos criaram também milhares de novas possibilidades de se lidar com a composição tipográfica, a utilização da cor, e a manipulação de imagens.


ANOS (19)90


No Brasil e no mundo, os anos (19)90 foram repletos de acontecimentos significativos de transformação na sociedade, a seguir fatos históricos desse momento.


Nos anos (19)90, ocorreram mudanças dos meios de comunicação de massa, no design e na publicidade.


A internet provocou uma revolução particular, comparável ao impacto da invenção do telefone, da televisão e do carro.


Nos anos (19)90, foram realizados muitos eventos culturais, entre eles, Panamericana 96 Graphic Design (1996), que reuniu trabalhos nacionais e internacionais, discutindo os pontos principais do design gráfico brasileiro,  no que se refere à visão da atividade de design e sua contribuição na economia, debateu-se, também, a necessidade na mudança de paradigmas, com o avanço da revolução digital.

   

O designer Freddy Van Camp, na década de (19)90, escreveu um artigo sobre o quanto é preciso valorizar o design brasileiro, ainda associado à dúvida da nossa própria capacidade.


O designer cita como exemplo, a nova imagem corporativa do Bradesco, que investiu num projeto de origem americana, e o resultado foi uma marca que assemelha-se ao sinal gráfico da OCA (empresa pioneira do moderno mobiliário brasileiro), criado pelo designer Sérgio Rodrigues.


Em 1998, no evento de design, mesmo com um modesto investimento de 50 mil dólares, o Brasil foi premiado no Congresso de Design de Produto em Toronto.


Em 1999, o designer Felipe Taborda coordenou um projeto sobre a cultura latino-americana do final do século XX, reunindo trabalhos de 20 países.


Essa exposição teve como tema, expor imagens realizadas por pessoas sem qualquer conhecimento da comunicação visual e, no entanto, o resultado foi de criações surpreendentes, mas sobretudo, este trabalho visou demonstrar que mesmo com a avalanche de informações e influências da televisão e outras mídias, ainda não foi destruída a criatividade espontânea da expressão visual popular.


Na década de (19)90, em pesquisa realizada concluiu-se que o estado de São Paulo concentra o maior número de escritórios de design e abriga 8 instituições de graduação das 21 existentes no país.


O design gráfico brasileiro mereceu uma edição especial da revista norte-americana Print, e foi frequentemente apresentado em revistas como a Novum (Alemanha), e Graphis(Suíça).


Além disso, foi objeto de inúmeras exposições internacionais como em 1995(Lisboa), no Congresso Mundial do International Council of Societies of Graphic Design-Icograda, organizada pela ADG, apresentando 154 trabalhos de 54 escritórios.


Em seguida, citaremos informações da carreira profissional de três designers gráficos nacionais, considerados como exemplos do design gráfico contemporâneo brasileiro: Moema Cavalcanti, Rico Lins e João Baptista da Costa Aguiar.


DESIGNERS GRÁFICOS EM DESTAQUE


MOEMA CAVALCANTI


O trabalho de Moema Cavalcanti é predominantemente marcado por capas de livros e revistas.


Com mais de 30 anos na profissão de designer, Moema Cavalcanti é pedagoga de formação, mas realizou trabalhos como atriz de teatro e figurinista.


Tais atividades conferiram-lhe capacidade de improviso, noção de espaço e o exercício da criatividade.


Começou aprendendo a fazer capas para revista como assistente de arte na Editora Abril.


Hoje são mais de 1000 capas ao longo de sua carreira, inicialmente concebidas a partir de recortes, papéis rasgados, cola e folha seca.


Sua criação, portanto, parte de elementos táteis, manuseáveis, com a finalidade de mostrar o sentimento do livro.


Talvez por essa razão, o uso do computador lhe seja hostil.


Não gosta de padronagens prontas, texturas elencadas.


Utiliza-se do computador apenas quando o projeto já foi definido “materialmente”, o que lhe confere alguma diferenciação e criatividade no projeto.


Por ter grande experiência no desenvolvimento de capas de “livros em séries”, acredita ser este o desafio de realizar diferente sem perder a identidade, ou seja, “o ponto de equilíbrio em alguma coisa ser igual e, em outra, ser diferente”.


As fontes tipográficas escolhidas por Moema Cavalcanti são simples, raramente sofrem distorções.


O perfil da designer é traçado por uma postura de convicção e crença em relação ao seu trabalho, o que a faz recusar aqueles que não combinem com seus ideais.


A seguir, citaremos alguns títulos de livros, cujas capas foram criadas por Moema Cavalcanti: 


Assim falava Lampião,


Índia - Um milhão de motins agora, Destinos mistos,


Os Sentidos da Paixão, Bella.


A designer Moema Cavalcanti, em sua carreira profissional, recebeu vários prêmios, entre eles, dois Prêmios Jabuti.


RICO LINS


Rico Lins é um jovem designer brasileiro, com atuação em direção de arte, produção de vídeos para MTV, e reconhecimento no mercado internacional.


O designer gráfico tem alguns dos seus projetos expostos na Coleções Permanentes do Musée d’Histoire Contemporaine e Musée de I’Affiche et de la Publicité (Paris) e também no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo.


Seu perfil confere-lhe mobilidade e desenvoltura na exploração de mídias distintas: webdesign, trabalhos em CD-Rom, catálogos de moda, capas de disco, direção de arte em vídeos e campanhas publicitárias.


Rico Lins é um profissional multidisciplinar com visão global da criação.


Acredita que ao trabalho de designer gráfico convém travar um relacionamento de parceria com o cliente, que vá além dos fatores de execução do projeto.


Para isso, delega diversas tarefas, afim de realizar vários trabalhos ao mesmo tempo, sugerindo ao cliente uma comunicação ampla, envolvendo desde a mídia até o ambiente de ponto de venda.


O designer gráfico Rico Lins, em sua carreira profissional, recebeu inúmeros prêmios, a seguir, citaremos alguns que merecem atenção:


1988 - Prêmio Society of Publication Designers pela ilustração de capas do The New York Times.


1990 - 1º lugar no Concurso de Cartazes para a XXI Bienal de São Paulo.



Prêmio Abril de Jornalismo para design de capa de revista.


JOÃO BAPTISTA DA COSTA AGUIAR


O designer gráfico João Baptista da Costa Aguiar possui a formação estudantil vinda das artes plásticas, seu trabalho valoriza a temática do ofício do fazer.


O olhar do designer apresenta a experiência visual construída na gráfica pré-digital, com o emprego de ações artesanais do recortar, colar e desenhar.


A pesquisadora na área do design, Ethel Leon, fala do designer e do seu trajeto profissional: 


“O artista gráfico João Baptista da Costa Aguiar cursou artes plásticas e foi treinado no desenho de letras para a televisão.


Também aprendeu a recortar, colar e trabalhar com o velho past-up do mundo da imprensa pré-digital.


Essa experiência levou-o a compreender meandros do ofício gráfico, a quem não bastam ideias, imagens ou cores, é preciso conhecimento dos meios técnicos e suas possibilidades e, mais do que isso, a apreensão do projeto gráfico como instância artesanal, de ofício”.


João Baptista da Costa Aguiar atua no meio editorial com conhecimento de arte e literatura, seu trabalho é reconhecido pelo uso exemplar da tipografia aplicada em diversos produtos do design gráfico, em particular, capas de livros e revistas.


A criação da marca da editora Companhia das Letras representou um marco na história do design gráfico brasileiro, nos anos 1990.


Costa Aguiar adotou um sistema de representação gráfica, no qual a aplicação em vários suportes gráficos torna-se uma forma lúdica menos formal na identidade corporativa nacional.


Entre os trabalhos de João Baptista da Costa Aguiar estão:


o logotipo da editora Boitempo (1994),


e a identidade visual da editora Agir.


O designer desenvolve atualmente projetos de comunicação visual e identidade corporativa.


De julho de 2007 a março de 2008 coordenou o Núcleo de Identidade Visual da Fundação Padre Anchieta (TV Cultura).  


SUGESTÃO DE LEITURA: www.joaobaptista.art.br         


O design gráfico contemporâneo internacional, e as principais contribuições.


Neste texto falaremos sobre o design gráfico internacional, a partir dos anos (19)50 até (19)90, e citaremos como exemplo fatos do escritório de design americano Push Pin Studio e do designer David de Carson, representantes do design gráfico contemporâneo internacional em momentos distintos e significativos do século XX.


Após a segunda guerra mundial, a economia norte-americana alcançou prosperidade, e nos anos 1950 surgem nos Estados Unidos, grandes agências de publicidade e escritórios de design gráfico.


O design gráfico nos Estados Unidos foi favorecido pelo estabelecimento de profissionais europeus que fixaram residência em solo americano, entre eles, Hebert Bayer(1900-1985), Mies van der Rohe (1886-1969), László Moholy Nagy(1895-1946), que contribuíram com seus conhecimentos.


PUSH PIN STUDIO


Ao mesmo tempo em que as agências ganhavam importância, os escritórios de design destacavam-se, nos anos (19)60, alguns por produzir trabalhos com emprego do desenho manual, da tipografia e da caligrafia.


O escritório Push Pin Studio surgiu nos anos (19)50 com a publicidade emergente, foi fundado em 1954, pelos designers Milton Glaser, Seymour Chwast, Edward Sorel e Raymond Ruffins.


O escritório representou um marco no design gráfico mundial, com trabalhos de vanguarda e de contestação à estética da publicidade americana dos anos (19)50 e (19)60.         


Nos anos (19)60, o escritório ganhou notoriedade por produzir trabalhos de design para gravadoras, como capa de discos, cartazes, fontes tipográficas e ilustrações.


Com a Pop Art, movimento de história da arte e design, nos anos (19)50, houve a valorização da apropriação das referências visuais como fonte de inspiração artística.


Os produtos gráficos de consumo como embalagens, etiquetas, marcas, símbolos gráficos, ilustrações e histórias em quadrinhos transformaram-se em repertório gráfico das obras de arte.


Com o Push Pin Studio, o cartaz, peça gráfica de divulgação, ganhou o status de obra de arte produzida em escala industrial.


Em nosso estudo, destacaremos os designers Milton Glaser e Seymour Chwast, ambos pertenceram ao Push Pin Studio, seus trabalhos merecem nossa atenção.


O designer gráfico Milton Glaser é reconhecido mundialmente, possui uma vasta produção de pôsteres, identidade visual, projetos gráficos editoriais, ilustrações, capas de livros, projetos gráficos de discos e outros designs. 


O trabalho de Milton Glaser, também é caracterizado por apresentar um desenho com níveis de detalhamento e elaboração gráfica.


Seymour Chwast tem um trabalho diversificado, com peças gráficas de qualidade, entre a criação de pôsteres, capas de livros, discos projetos gráficos editoriais, revistas, ilustrações e outras peças gráficas.


O trabalho de Seymour Chwast possui um desenho formado por traços de linhas simples com poucos detalhes, porém com muitas cores.


Em seguida citaremos dois trabalhos do Push Pin Studio de autoria de Milton Glaser que representam o estilo do escritório de design, o primeiro é o pôster do cantor Bob Dylan (1966), que teve 6 milhões de cópias impressas e encartadas no disco do artista.


O segundo exemplo é a marca da campanha publicitária, I LOVE NY (década de (19)70), criada para a cidade de Nova York.


Consideramos essas peças gráficas que são atemporais, que mostram a importância do Push Pin Studio no design gráfico e publicidade mundial.


DAVID CARSON


Em seguida, retomamos novamente fatos importantes do design gráfico dos anos (19)80 e (19)90, segundo o ponto de vista da criação publicitária.           


No final dos anos (19)80, com o avanço tecnológico surge a computação gráfica, juntamente com os computadores pessoais da Apple e Microsoft, que foram incorporados ao cotidiano das agências de publicidade.


Os primeiros softwares gráficos apresentavam recursos gráficos limitados, porém naquele momento tornaram-se a grande novidade criativa das transformações tecnológicas.


O computador e os programas gráficos trouxeram para o designer um controle no processo de criação e produção de peças gráficas, que a partir desse momento, pode realizar o tratamento de imagens, a diagramação e a pré-impressão, etapas realizadas, anteriormente, por muitos profissionais da área gráfica.


Neste momento cultural surge o designer americano David Carson, um sociólogo de formação que no final dos anos (19)80 dedica-se ao projeto gráfico de revista com editorial voltado para o esporte do surf.


Os princípios do design gráfico de David Carson têm como temática a irreverência, o ruído e o caos estético.


Nas páginas diagramadas pelo designer são comuns a experimentação tipográfica, as sobreposições e fotografias de qualidade duvidosa.


O exemplo mais conhecido do trabalho de Carson é o projeto gráfico da Revista Ray Gun, dedicada a cultura do rock.


Em 1992, o artista gráfico elabora um projeto de design editorial com a missão de levar para suas páginas a linguagem dos videoclipes, para isso são usadas muitas sobreposições e experimentações gráficas.


Consideramos o trabalho de David Carson um exemplo de design gráfico contemporâneo, conhecido pela inovação, transgressão e originalidade, tudo isso contribui para que seu estilo seja imitado, em muitos países, até hoje.     


SUGESTÃO DE LEITURA: www.miltonglaser.com



UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO DESIGN


CARDOSO, R. - Ed. Edgard Blücher


 

Introdução


História e design


A obrigatoriedade do historiador de olhar o passado do ponto de vista presente leva a outro problema da análise histórica: a consciência prévia do que veio depois.


Toda história é uma construção e, ao construir, é necessário escolher os materiais a serem empregados e rejeitar outros.


Ao contrário de outros tipos de história, em que as imagens podem servir apenas de ilustração ou ponto de apoio para o texto, o argumento iconográfico deve ser entendido aqui como igualmente significativo do que o escrito.


CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 03


TEXTO 1:  A formação e criação de Identidade Visual da Agência.


Neste módulo, estudaremos a importância da formação da agência (grupo de trabalho) para o desenvolvimento de trabalhos acadêmicos, a criação da Identidade Visual, o Manual de Identidade Visual (MIV) e a aplicação da marca em suportes publicitários.


Esses conceitos são etapas importantes na construção da campanha de comunicação.


O texto de posicionamento da agência é a primeira etapa na organização das atividades do grupo.


No posicionamento é necessário que seja mencionado os nomes dos componentes da agência e as funções que irão desempenhar, entre elas; atendimento, mídia, criação, produção, marketing, departamentos de agência de propaganda.


O perfil da agência é o grande diferencial a ser mostrado no texto de posicionamento, é o destaque no mercado publicitário.


Existem agências com foco em criação, outras em planejamentos e comunicação integrada, as opções de escolha são inúmeras, compete aos alunos definir o perfil.


Após a definição do posicionamento, a próxima etapa é a elaboração do conceito, uma pequena frase expressando a missão e qualidades atribuídas à agência.


A próxima etapa após a criação do texto de posicionamento e da frase conceito é a realização de brainstorming para a escolha do nome da agência.


Nesta fase do trabalho são produzidas várias listas de nomes em que exista a proximidade criativa entre o posicionamento e o conceito. 


Após a criação do nome da agência são feitos muitos rafes com a estruturação de sinais gráficos e logotipos, esta fase chamamos de trajeto visual.


A aprovação da marca é o princípio da Identidade Visual da agência.


SUGESTÃO DE LEITURA: capítulo A criação do logotipo, página 112, do livro Direção de Arte em propaganda, do autor Newton Cesar.


TEXTO 2: O Manual de Identidade Visual da agência (MIV).


A aplicação da marca em vários suportes de propaganda.


Depois da marca criada, é importante que sua forma, tipo, cor, proporção e aplicações nos mais variados meios respeitem um padrão.


Com os padrões de utilização respeitados, a marca da agência se fortalece e solidifica-se diante do mercado publicitário e, por isso mesmo, sempre será vista de maneira correta.


Manual de Identidade Visual (MIV) serve exatamente para estabelecer esses padrões.


Como usar a marca num cartão de visitas, num envelope, papel-carta, brindes, veículos automotores, anúncios etc.


Manual de Identidade Visual tem várias “caras”.


Pode ser simples.


Arrojado.


Caro, barato.


Pode ter faca especial, dobras complicadas, papéis especiais.


Ter o formato que você imaginar, a cor que você quiser.


Mas tem de ser coerente, traduzir a agência e refletir a personalidade do que ela é.


Só para reforçar: Manual de Identidade Visual é a maneira mais completa que existe de determinar como é a marca e como ela deve ser identificada no mundo.


A seguir, ampliando o nosso espaço de aprendizado apresentaremos quinze tópicos conceituais necessários, para a confecção do Manual de Identidade Visual.


Cada tópico é acompanhado de uma pequena explicação.


As informações do MIV iniciam no método de brainstorming e terminan nas referências consultadas.


1. CAPA


Elabora-se a capa do MIV, com o cabeçalho da Universidade o nome da agência e os nomes dos componentes em ordem alfabética e o ano da realização do trabalho.


2. INTRODUÇÃO


O POSICIONAMENTO


Redige-se o texto de posicionamento com três parágrafos (mínimo), onde exista a apresentação dos integrantes e seus departamentos.


Mostra-se o perfil (diferencial) da agência no mercado e justifica-se o porquê da sua escolha pelo cliente.


O CONCEITO


Elabora-se a frase síntese que esteja de acordo com o texto de posicionamento.


Na frase de conceito apresenta-se a missão e os direcionamentos (horizontes) da agência.


3. O BRAINSTORMING


Neste item elabora-se um brainstorm de 25 nomes da agência (no mínimo), recomenda-se que os nomes tenham coerência com o posicionamento e a frase conceito.


Após a confecção da lista de nomes, o grupo de trabalho escolhe o nome da agência.


4. O TRAJETO VISUAL DA MARCA


Este item não existe nos manuais do mercado, porém apresenta etapas do processo de criação da marca.


O trajeto visual da marca mostra os registros dos primeiros rafes (roughs) até a marca escolhida pelo grupo de trabalho.


O trajeto visual é o referencial das mudanças gráficas feitas pelo grupo até a marca definitiva.


5. A DEFESA DE CRIAÇÃO DA MARCA (Conceito da Marca)


É um texto explicativo da criação da marca, nele o grupo apresenta o significado e importância do nome da agência, a fonte tipográfica e a cor escolhidas.


Coloca-se no texto as qualidades estéticas da criação da marca.


6. A APRESENTAÇÃO DA MARCA


É a aplicação da marca em preto e branco (P&B), colorido, positivo (a marca em preto sobre fundo branco), negativo (a marca vazada para o branco sobre fundo preto) e, se for o caso, reticulado (marca em P&B com algumas áreas de cinza).


7. TESTE DE LEITURA (LEGIBILIDADE)


Trata-se da aplicação da marca em várias dimensões proporcionais, onde verifica-se sua legibilidade (leitura).


Recomenda-se ao grupo que apresente 4 ampliações e 4 reduções da marca.


8. ADEQUAÇÕES E INADEQUAÇÕES


Este item informa o que pode sofrer variações na aplicação da marca conforme a necessidade.


Por exemplo: uma marca que foi criada originalmente para ser usada na vertical poderá ser utilizada na horizontal.


É o momento de determinar as possíveis variações da marca e o seu uso correto.


9. O CONTROLE DAS CORES


Neste item é informado as porcentagens específicas das cores da marca aplicadas em linguagem gráfica nos seguintes sistemas de cores:


CMYK - CYAN (ciano, azul), MAGENTA, YELLOW (amarelo), KEY (preto)


COR - ESCALA PANTONE (Escala Europa)


RGB - RED (vermelho), GREEN (verde), BLUE (azul violeta)


WEB/HEXADECIMAIS (COR - INTERNET)


10. O DIAGRAMA DE CONSTRUÇÃO


Neste item o desenho da marca é apresentado num espaço quadriculado (grid) que serve para entender os espaços que o mesmo ocupa e sua proporção correta.


No diagrama de construção tem-se a noção do espaço em branco determinado para ficar em volta da marca, também conhecido como área de influência, quando esta é utilizada junto a textos, por exemplo, num anúncio.


Com espaços em branco em volta da marca, a visibilidade torna-se maior. 


11. A TIPOGRAFIA PADRÃO DA MARCA


A tipografia é fator importante na padronização visual da marca, sendo também unidade de comunicação da Agência.


Neste item, é mostrado as especificidades da Família Tipográfica escolhida: nome da família, o alfabeto completo com os caracteres em caixa alta e baixa, sinais e números.


12. A APLICAÇÃO DA MARCA EM PAPÉIS ADMINISTRATIVOS


Apresenta-se a diagramação da marca na papelaria da agência: papel timbrado A-4, envelope ofício, cartão de visita, envelope saco e pasta press kit.


Também são especificadas as dimensões das peças gráficas da papelaria e o espaço ocupado pela marca.


É a linguagem gráfica determinada pela padronização da comunicação visual em toda a papelaria.


13. A APLICAÇÃO EM VEÍCULOS AUTOMOTORES E BRINDES


O presente item mostra a aplicação da marca na frota de veículos da agência, e também em brindes e material promocional, como canetas, xícaras, adesivos, camisetas etc.


14. OS PROCEDIMENTOS (as novas tecnologias)


Neste item, faz-se um pequeno relato do processo de criação da marca da agência e suas aplicações, indica-se os nomes dos softwares (programas de computador) usados para concepção gráfica do trabalho realizado.


REFERÊNCIAS


Apresenta-se o maior número de referências consultadas para a confecção do trabalho, segundo as normas ABNT.


Para uma melhor memorização seguem a sugestão de leitura e quatro questões sobre os conteúdos abordados neste módulo conceitual.


SUGESTÃO DE LEITURA: capítulo  Manual de Identidade Visual, página 118 do livro Direção de Arte em propaganda do publicitário Newton Cesar.



UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO DESIGN


CARDOSO, R. Ed. Edgard Blücher


A natureza do design



A origem da palavra está na língua inglesa – design se refere tanto à idéia de plano, desígnio, intenção, quanto à de configuração, arranjo, estrutura.


No latim designare, verbo que abrange ambos os sentidos, o de designar e o de desenhar.


Design, arte e artesanato têm muito em comum e hoje, quando o design já atingiu uma certa maturidade institucional, muitos designers começam a perceber o valor de resgatar as antigas relações com o fazer manual.


O primeiro emprego da palavra designer registrado pelo Oxford English Dictionary data do século 17.


O emprego da palavra permaneceu infrequente até o início do século 19, quando surge um número considerável de trabalhadores que já se intitulavam designers na indústria têxtil.

DIREÇÃO DE ARTE EM PROPAGANDA

Newton CESAR – Ed. SENAC

 

A Criação do Outdoor

 

Quando falamos em comunicação qualquer peça precisa ser tratada com seriedade.

O outdoor é uma das peças mais difíceis de criar.

O outdoor precisa ter um apelo diferenciado do anúncio de revista ou jornal.

O outdoor precisa ter uma aproximação com o público de forma diferente.

O outdoor é instantâneo, assim como os backlights e os grandes pôsteres nas fachadas dos prédios.

A criação para todas essas peças segue o princípio da agilidade.

Afinal, você está no trânsito a 40, 50 ou 60 Km/h.

Criar, para outdoor, não é o mesmo que criar para revista, jornal ou televisão.

Você tem no máximo 8 segundos para atrair a atenção desse consumidor.

É preciso vender o produto mesmo não estando no PDV.

Alguns anunciantes investem suas verbas publicitárias em televisão e outdoor.

Outros só em outdoor

O título precisa ser rápido, claro.

Não existe texto explicativo.

O layout tem de ser objetivo, limpo, de fácil visibilidade.

Aquele que mais lhe chamou a atenção foi o que você entendeu mais rápido.

Outdoor serve para marcar nome, despertar interesse, fazer o consumidor comprar depois.

Os princípios básicos de criação são os mesmo de um anúncio.

Preocupe-se com as cores, pesos de imagem, títulos, logotipo, visibilidade.

Abuse da criatividade.

Use aplique, coloque um outdoor sobre o outro, incline-o, use alguns elementos tridimensionais.

 

COISAS QUE VOCÊ TEM QUE SABER SOBRE UM OUTDOOR

 

1. Mede 9 X 3 metros.

2. É dividido em 32 folhas. 4 na vertical e 8 na horizontal.

3. A arte é feita na proporção de 48 X 16 cm.

4. A impressão é feita em processo de gigantografia. Também pode ser serigrafia.

5. A tinta de impressão é resistente à variações do clima.

6. Normalmente uma empresa imprime e outra veicula.

7. O tempo de visibilidade/leitura, em média, é de 8 segundos.

8. Alguns desses conceitos estão ficando para trás.

 

COISAS QUE ESTÃO MUDANDO NO OUTDOOR

 

  • Formas.

  • Impressão.

  • Iluminação.

  • Métodos de impressão.

  • E tudo o que a tecnologia tem inventado e disponibilizado.



CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 04


O texto publicitário, os conceitos e as particularidades.


A comunicação publicitária tem uma série de especificidades que levamos em conta antes de construir qualquer mensagem em propaganda.


É sempre importante considerar, antes de qualquer comunicação: o que vamos comunicar, qual é o objetivo da mensagem, o que vamos dizer e como vamos dizer.


Fora desse caminho torna-se difícil o início da redação do texto publicitário.


Em propaganda, a comunicação é elaborada tendo como certo, o canal onde será veiculada.


A campanha é criada pelo redator e diretor de arte, ambos formam a dupla de criação.


Hoje, em muitas agências, existem, também, os grupos de criação formados por mais de uma dupla.


Para definir a mensagem da comunicação na campanha, a dupla de criação faz uma tradução dos objetivos definidos pelo departamento de planejamento da agência.


O texto publicitário, em suas particularidades, inicia seduzindo o público consumidor, e em seguida propõe a informação explicando o produto ou serviço para finalmente comunicar a mensagem de venda ou de promoção, se for o caso.


Todo texto publicitário é rico em mensagens informativas do produto ou serviço, acompanhadas de qualidades em relação à concorrência.


Chamamos mais uma vez sua atenção, e enfatizamos que o texto publicitário tem como principal característica o convencimento do público consumidor, em seguida, induzi-lo à compra.


Para que isso seja verdade, na mensagem sempre aparecem os pontos positivos do produto ou serviço com as vantagens da compra.


SUGESTÃO DE LEITURA: 


texto: Comunicação e comunicação publicitária, livro Redação publicitária - Tânia Hoff e Lourdes Gabrielli.


A formulação dos títulos de apelos emocionais e racionais em peças publicitárias.



A mensagem publicitária é construída por estímulos visuais e verbais.


No anúncio de propaganda encontramos, geralmente, o título, o texto e a imagem ilustrativa, não necessariamente nessa ordem de apresentação.


O título da mensagem de propaganda apresenta duas funções importantes; a primeira identifica o público alvo, e a segunda desperta o interesse da leitura do texto redigido na peça da campanha.


Na criação dos títulos das peças publicitárias, você encontrará dois tipos de abordagens; a emocional e a racional, ambas têm grande importância para definir os temas da campanha.


Os títulos com abordagem ou apelo emocional destacarão os benefícios do produto ou serviço, que o consumidor obterá na compra, um caminho criativo muito usado.



O outro apelo empregado nos títulos é o racional que coloca, em evidência, as características do produto ou serviço, este artifício também chama atenção do consumidor.


Para você entender a diferença entre o apelo emocional e o racional, citaremos um exemplo de anúncio de carro, onde aparecem no texto as duas abordagens;


quando a mensagem destacar as qualidades do veículo, conforto, status social e esportividade, essa abordagem será emocional.


No mesmo anúncio quando aparecer no texto as características do veículo, freios ABS, direção hidráulica e tração nas quatro rodas, essas serão as abordagens racionais.


As duas abordagens são usadas, com frequência, na formação da mensagem publicitária.


NP2


CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 05


O conceito e a unidade na criação das peças gráficas.


Neste módulo vamos definir alguns procedimentos criativos pertencentes à campanha de comunicação.


Preste atenção aos nomes e suas características.



Inicialmente, usaremos a citação de Cláudio Ferlauto para definir a palavra design.


O autor apresenta, a seguir, seu ponto de vista: “Design é um método projetual com características especiais, pois tem um lado artístico e um lado funciona”.


A campanha de comunicação é um projeto visual que faz parte do design gráfico, e possui o foco no convencimento do público consumidor seja do produto ou do serviço.   


O conceito é um elemento significativo de unidade da campanha de propaganda e é definido da seguinte forma:


“Conceito é uma ideia, manifestação mental de alguma coisa.


Também a argumentação prévia à concepção de peças de comunicação, seja uma campanha publicitária, um cartaz, até mesmo uma identidade visual”.



O conceito criativo e o posicionamento são elementos de unidade da campanha e surgem praticamente no início do projeto visual.


Sua concepção é importante para a escolha da cor, da tipografia e do formato das peças visual-gráficas do projeto da campanha.



A seguir a definição de peça gráfica e alguns exemplos, para sua memorização:


a peça gráfica é cada um dos elementos impressos produzidos para uma campanha de propaganda ou promoção de vendas: anúncio, encarte, cartaz, cartazete, display, folder, broadside, móbile etc.


SUGESTÃO DE LEITURA: 


texto: Layout, livro, Direção de arte em propaganda - Newton Cesar.


A proposição da campanha publicitária, as informações de posicionamento, conceito e tema criativo.


Nossa disciplina tem a finalidade de mostrar, a princípio, os procedimentos de uma campanha de comunicação publicitária do ponto de vista da criação em propaganda.


Em nosso módulo 2, explicamos que a criação de uma campanha depende das informações do Briefing, dos resultados da Pesquisa e das estratégias do Planejamento, não se esquecendo da verba disponibilizada pelo cliente.


Esse caminho é muito importante para a campanha ter sucesso.


No processo de criação existe, bem no início, um momento em que os profissionais se reúnem para discutir criativamente os possíveis caminhos da campanha, chamamos este exercício de brainstorming.


Depois da escolha do caminho criativo, o grupo de profissionais de propaganda faz uma proposta ou proposição para a campanha,


esta argumentação vem acompanhada de uma série de elementos do ambiente de publicidade,


a mensagem das peças tem a opção da comunicação com o objetivo da venda do produto/serviço, tudo isso é a campanha.


O apelo central de toda campanha é tentar convencer o consumidor sobre as vantagens da compra de um produto ou serviço, sempre em relação aos concorrentes.


Chamamos isso de a argumentação de venda.


O posicionamento criativo de toda campanha de comunicação é, em primeiro momento, apresentar o seu perfil frente à concorrência e, em seguida, mostrar o principal diferencial do produto ou do serviço e suas qualidades no mercado publicitário.


Toda campanha possui um tema criativo que definimos da seguinte forma:


é a ideia central em torno da qual se desenvolve a campanha e consequentemente a proposição de compra do produto ou serviço.


Para que você entenda melhor o que é temática criativa, a seguir mostraremos dois exemplos de produtos e suas temáticas criativas adotadas nas campanhas.     



Exemplos: 


Margarina - A família reunida no café da manhã em dia ensolarado.



Achocolatado em pó - Os esportes radicais com o foco no público infanto-juvenil.


Vídeo: Criação em filmes Publicitários (No Controle)


CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 06


A revista, espaço de publicidade com anúncios bem produzidos.


Este módulo é dedicado à revista e ao jornal e o entendimento destes meios de comunicação na campanha de propaganda.


Vamos mostrar as diferenças entre um anúncio produzido para revista e dirigido ao jornal.


Usamos como referencial de pesquisa o Dicionário de Comunicação dos autores, Carlos Alberto Rabaça e Gustavo Barbosa. 


A revista é uma publicação periódica que trata de assuntos de interesse geral ou relacionados a uma determinada atividade ou área do conhecimento (literatura, ciência, comércio, política, informática etc.).


A revista é produzida em forma de brochura, apresenta-se geralmente em formato menor do que o jornal, maior número de páginas, e capa colorida, em papel de melhor qualidade.


A revista também é um veículo impresso de comunicação e propaganda, na grande maioria das vezes é ilustrado, atinge a um público determinado de acordo com suas características específicas e sua linha editorial: revista de informação, de entretenimento, de propaganda institucional, artística, literária, educativa, científica, humorística etc.


Os gêneros comuns de revistas dirigidas ao grande público (ou às faixas específicas desse grande público) são: as noticiosas, as masculinas, as femininas, de moda, as infanto-juvenis, de histórias em quadrinhos (gibis), de esportes, de automobilismo etc.


As revistas noticiosas, geralmente são semanais ou mensais, seguem uma linha relativamente próxima à dos jornais, mas o tratamento das notícias é mais livre e interpretativo, o projeto gráfico é requintado e o estilo de redação mais ameno, e dá-se mais destaque a artigos, críticas, notas, entrevistas, reportagens e anúncios publicitários com excelente produção.


O veículo revista, quando o assunto é publicidade possui anúncios com qualidade de produção, a tipografia dos textos tem legibilidade e o emprego de apelos emocionais e racionais com adequação no conteúdo.


O papel de impressão da revista é o couchê, e usa-se papéis especiais para projetos gráficos diferenciados de anúncios publicitários.


Existem alguns formatos de anúncios que é interessante você conhecer, a seguir estes formatos:


Anúncio (página simples) 21 x 28 cm – formato revista Veja


Anúncio (página dupla) 42 x 28 cm – formato revista Veja      


SUGESTÃO DE LEITURA: livro, Direção de arte em propaganda de Newton Cesar, página 39: A criação do anúncio.


O jornal, espaço de publicidade e anúncios all types.


Os conceitos do jornal como veículo de comunicação, deste texto foram pesquisados no Dicionário de Comunicação dos autores, Carlos Alberto Rabaça e Gustavo Barbosa.


O jornal é um veículo impresso, noticioso e periódico, de tiragem regular, constituído de folhas soltas (não grampeadas nem coladas ou encadernadas) dobradas em um ou mais cadernos.


É produzido, geralmente, num formato padrão ou em tabloide.


O jornal tem a periodicidade com suas variações, sendo mais comuns os jornais diários, porém existem os quinzenários e os mensários (raramente a periodicidade é mais espaçada).


Quanto ao texto, o jornal pode conter matérias sobre assuntos gerais ou especializados.


A grande maioria dos jornais diários (matutinos ou vespertinos) editados nos grandes centros urbanos, divulga notícias de caráter geral, distribuídas por vários cadernos (política, economia, cotidiano, esportes, cultura, informática, entre outros).


Embora as origens do jornal, como veículo informativo, remontem há muitos séculos antes do surgimento da imprensa, foi a partir desta invenção que se definiu a sua forma atual.


Além disso, os processos de impressão possibilitaram as grandes tiragens e a penetração maciça e constante, que até hoje fazem desse veículo o principal meio de comunicação pela palavra escrita.


Nasceram através dos jornais a moderna publicidade, as técnicas de mídia, e várias manifestações de literatura de massa, como o folhetim (origem das atuais telenovelas) e as histórias em quadrinhos.


O jornal é um ótimo veículo de comunicação para anúncios de propaganda all type, onde a palavra escrita é o principal diferencial.


Uma das características do jornal é a rapidez de leitura, um verdadeiro teste de criatividade para os anúncios publicitários de ocasião, isto é promoções relâmpagos.

       

No jornal há espaço para diversos formatos de anúncios publicitários, porém obedece à dimensões; altura em centímetros por comprimento em colunas, esse principal diferencial. 

CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 07

 

O rádio, meio de comunicação e espaço de propaganda.

 

Este módulo é dedicado aos estudos dos meios audiovisuais e às peças publicitárias eletrônicas, é um tema que desperta uma atenção especial, tendo o ponto de vista da criação.

 

Em publicidade qualquer veículo de comunicação é importante na elaboração da campanha de comunicação, desde os meios impressos até os eletrônicos, em destaque para o rádio.

 

Todo meio de comunicação onde haja um investimento do anunciante, certamente a publicidade se faz presente.

 

Apresentaremos a seguir informações sobre o meio eletrônico,

rádio, as características e as peças publicitárias específicas.

 

Rádio

       

O rádio possui a limitação restrita ao som, porém entende-se este aspecto como uma vantagem, pois algumas atividades, como digitar, andar de bicicleta, dirigir, requerem a atenção visual, fazendo com que esta mídia seja adequada a esse público.

       

O rádio possui duas opções de veiculação AM e FM.

 

Os programas jornalísticos da AM proporcionam a maior audiência.

 

O rádio possibilita qualquer empresa a apresentar suas novidades ao público consumidor, esse detalhe é motivo de publicidade do produto ou serviço.

       

O rádio é um veículo de comunicação instantânea, há empatia entre o locutor e o ouvinte que presta atenção aos anúncios divulgados na programação.

        

As peças publicitárias de rádio são: o spot, o jingle e a sketch. 

 

spot é a peça que usa a mensagem da locução, o jingle, também é conhecido como trilha sonora, transmite a mensagem em forma de música e a sketch que utiliza a linguagem do teatro para divulgar a mensagem publicitária através de encenações que imitam a radionovela.     

 

SUGESTÃO DE LEITURA: 

 

Capítulo, A criação para a mídia eletrônica, página 85, do livro Direção de Arte em propaganda do publicitário Newton Cesar.


A televisão e o cinema, meios de comunicação; espaços das peças de propaganda.

      

Neste texto, falaremos de televisão e cinema, tendo como princípio o ponto de vista da criação, e o entendimento das peças publicitárias referentes a ambos os meios de comunicação.

 

Televisão

       

A televisão é um meio de comunicação audiovisual, isto é, usa o som e a imagem simultaneamente como instrumentos técnicos para a transmissão da programação.

      

Os comerciais são eficientes nas campanhas de comunicação, e em consequência disso, seus preços são altos.

      

A grande audiência da programação televisiva motiva o alto valor cobrado pela veiculação do comercial.

 

Tomemos como exemplo, o intervalo do Jornal Nacional, da rede Globo, um anúncio de apenas 30 segundos comercializado, neste horário, custa algumas centenas de milhares de reais.   

      

A partir da direção de arte, como referencial, a peça de televisão é formada pelo storyline e storyboard. 

 

O storyline é o roteiro redigido que explica o início, o meio e o fim das ações do filme publicitário.

       

O storyboard ilustra a sequência de cenas do comercial, em publicidade este layout é muito rigoroso, pois apresenta a ideia visual ao diretor da peça de televisão e ao cliente.

      

O comercial atinge um grande público, devido a seu formato audiovisual, sendo capaz de sensibilizar os consumidores.

 

Outro ponto importante é a segmentação da mensagem publicitária presente no seu conteúdo.  

      

A televisão é um veículo de comunicação de grande impacto e cobertura geográfica expressiva, pode ter inserções durante uma programação específica, que apresente um perfil de público de interesse do anunciante.

      

O comercial de televisão possui os seguintes tempos de inserção publicitária: 15 segundos, 30 segundos, 45 segundos e 60 segundos.

      

A peça eletrônica com maior tempo de duração (60 segundos) é veiculada por ocasião de lançamento nacional da campanha, em horário nobre da emissora.

 

Cinema

      

O cinema se aproxima da televisão, porém sua linguagem é diferente, o som pode ser captado diretamente e incorporado posteriormente à narrativa, no estúdio cinematográfico.

      

O cinema é um veículo de comunicação altamente segmentado, permite atingir públicos específicos de acordo com a faixa etária.

      

As pesquisas mostram que a publicidade representa 3 por cento do faturamento anual dos cinemas.

      

Segundo o ponto de vista da criação, a peça de cinema se aproxima da televisão, e é formada de storyline e storyboard.

      

Os tempos de inserções publicitárias das peças de cinema são: 15 segundos, 30 seguros, 45 segundos e 60 segundos.  

 

 

SUGESTÃO DE LEITURA: 

 

capítulo, O comercial, que está na página 86, do livro Direção de Arte em propaganda do publicitário Newton Cesar.

CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 08

 

O ambiente e as peças gráficas de ponto de venda (PDV).

    

Neste módulo, estudaremos a importância do ambiente de ponto de venda, os conceitos e as peças gráficas de propaganda que formam a campanha de comunicação.

 

O ponto de venda é considerado na publicidade o lugar onde o produto ou serviço é exposto, apreciado, tocado e finalmente comprado.

 

Embora seja o espaço e vitrine dos produtos o ponto de venda, nem sempre mereceu a devida importância,

       

As pesquisas mostram que o PDV é um lugar estratégico na formação e manutenção da marca.

 

No Brasil, 85% das decisões de compra são tomadas no ambiente de ponto de venda: em shoppings, lojas ou mesmo nos supermercados.

 

No marketing, as ações de PDV são as que se aproximam do consumidor final, e analisam o possível desejo de compra.

       

As empresas, atualmente, percebem que as ações feitas no jornal, outdoor, rádio, TV e internet ganham concretude nas vendas feitas no PDV.

 

Isto se deve ao pouco tempo que o consumidor tem para decidir as suas escolhas.

 

Nesse momento, o lugar de ponto de venda se mostra como uma feliz opção.

       

A ação de PDV vem junto com a promoção, uma ferramenta de propaganda e marketing que amplia a imagem da marca, desperta o interesse do consumidor pelo produto, e introduz um novo produto no mercado. 

 

Hoje, temos inúmeras formas de promoção no mercado, como vales brindes, cupons, prêmios, exposições, feiras, amostras, jogos, shows, desfiles de moda e outros.    

       

O ambiente de ponto de venda é uma mídia expressiva na campanha de comunicação, porém cada ação de promoção deve vir bem estruturada com profissionais gabaritados, na conquista da decisão de compra pelo consumidor final.

 

SUGESTÃO DE LEITURA: o capítulo, O ponto de venda, que está na página 71, do livro Direção de Arte em propaganda do publicitário Newton Cesar.

 

O cartaz, peça gráfica de comunicação e o glossário de ponto de venda (PDV).

 

Mais que cartaz, mais que pôster, mais que anúncio, uma sempre renovada mostra de artes sugestivas, funcionais, oferecida ao transeunte. Alejo Carpentier

 

A comunicação visual tem uma longa história, que nos remete às inscrições nas paredes das cavernas.

 

O homem primitivo quando saía para a caça e distinguia na lama a pegada de qualquer animal, o que ele via no chão era um sinal gráfico.

       

As representações gráficas são sinais: como as letras do nosso alfabeto, também formam sistema de signos, como as sinalizações nas estradas.

 

Quando encontramos as marcas gráficas reunidas como as linhas de um desenho ou os pontos de uma fotografia podemos entender que formam imagens.  

       

O cartaz é uma peça gráfica que comunica uma ideia, um aviso ou anúncio, podendo ser escrito ou impresso.

 

A sua mensagem tem duas funções importantes: chamar a atenção e comunicar uma informação.

       

A seguir mostramos as principais funções do cartaz:

 

é um meio de comunicação visual;

 

não tem público segmentado, dirigi-se a todos, sua comunicação pode apresentar cor, palavras, desenhos e imagens.

 

O cartaz na publicidade deve surpreender, convencer, informar, anunciar, orientar e sugerir.

       

O cartaz de PDV é uma peça gráfica que apresenta as seguintes especificidades:

 

possui uma comunicação rápida e temporária;

 

tem aplicação de imagens em pequeno e grande formato;

 

possui diversos suportes, é aplicado em papel, papel laminado, vinil adesivo, lonas translúcidas e outros materiais. 

        

A criação do cartaz deve chamar a atenção e despertar o interesse do leitor consumidor;

 

um bom cartaz de PDV, apresenta uma fácil compreensão e mostra a finalidade da sua criação.

 

O glossário das peças publicitárias de ponto de venda (PDV).

        

As peças publicitárias de ponto de venda (PDV) são muitas e fizemos uma seleção de algumas, para facilitar os seus estudos.

        

A seguir o nome das peças e o respectivo conceito:

 

ADESIVO DE CHÃO - lâmina impressa feita sobre um suporte adesivo e recortado.

 

É a marcação de caminho para a promoção de um produto ou serviço.

 

BANDEIROLAS - conjunto de cartazetes pendurados em varal para decoração do ambiente de PDV.

 

BANNER - peça impressa em material rígido ou flexível terminada em formato arredondado ou em “V”, para ser fixada verticalmente.

 

Características do banner:

          - é uma peça de PDV promocional e decorativa;

          - é feito de diversos materiais, entre eles, o papel e o plástico (PVC)

          - o acabamento é de sarrafos de madeira (extremidades) ou ponteiras de plástico;

          - a comunicação é rápida e temporária.

 

DISPLAY- qualquer peça, destinada a promover, apresentar, expor, demonstrar e ajudar a vender o produto ou serviço, podendo ser colocada, diretamente ao solo, vitrine, balcão e gôndola.

 

O display é desenvolvido de acordo com as necessidades do cliente, possui vários formatos e materiais, sua função é motivar no consumidor o desejo de compra.

 

FAIXA DE GÔNDOLA (RÉGUA DE GÔNDOLA) - peça produzida em diversos materiais para ser colocada na parte frontal das prateleiras das gôndolas, servindo como delimitador de espaço dos produtos e/ou como aparador das embalagens, podendo conter mensagens e/ou imagens.

 

MÓBILE - peça promocional aérea sustentada por fios.

 

PDV - ponto de venda, ou seja, o local onde o produto está sendo exposto e comercializado.

 

Pode ser bares, magazines, supermercados, padarias e outros.

 

STICKER - pequeno adesivo publicitário.

 

TAKE ONE - expositor de mesa ou balcão para folhetos no qual o consumidor se serve.

 

WOOBLER - material confeccionado em acetato com a função de promover o produto e/ou serviço, mas com um diferencial de se movimentar com o deslocamento de ar.


SUGESTÃO DE LEITURA: capítulo, A criação do cartaz, que está na página 49, do livro Direção de Arte em propaganda do publicitário Newton Cesar.


CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 07


O rádio, meio de comunicação e espaço de propaganda.


Este módulo é dedicado aos estudos dos meios audiovisuais e às peças publicitárias eletrônicas, é um tema que desperta uma atenção especial, tendo o ponto de vista da criação.


Em publicidade qualquer veículo de comunicação é importante na elaboração da campanha de comunicação, desde os meios impressos até os eletrônicos, em destaque para o rádio.


Todo meio de comunicação onde haja um investimento do anunciante, certamente a publicidade se faz presente.


Apresentaremos a seguir informações sobre o meio eletrônico,


rádio, as características e as peças publicitárias específicas.


Rádio


O rádio possui a limitação restrita ao som, porém entende-se este aspecto como uma vantagem, pois algumas atividades, como digitar, andar de bicicleta, dirigir, requerem a atenção visual, fazendo com que esta mídia seja adequada a esse público.



O rádio possui duas opções de veiculação AM e FM.


Os programas jornalísticos da AM proporcionam a maior audiência.


O rádio possibilita qualquer empresa a apresentar suas novidades ao público consumidor, esse detalhe é motivo de publicidade do produto ou serviço.


O rádio é um veículo de comunicação instantânea, há empatia entre o locutor e o ouvinte que presta atenção aos anúncios divulgados na programação.


As peças publicitárias de rádio são: o spot, o jingle e a sketch. 


spot é a peça que usa a mensagem da locução, o jingle, também é conhecido como trilha sonora, transmite a mensagem em forma de música e a sketch que utiliza a linguagem do teatro para divulgar a mensagem publicitária através de encenações que imitam a radionovela.     


SUGESTÃO DE LEITURA: 


Capítulo, A criação para a mídia eletrônica, página 85, do livro Direção de Arte em propaganda do publicitário Newton Cesar.


A televisão e o cinema, meios de comunicação; espaços das peças de propaganda.


Neste texto, falaremos de televisão e cinema, tendo como princípio o ponto de vista da criação, e o entendimento das peças publicitárias referentes a ambos os meios de comunicação.


Televisão


A televisão é um meio de comunicação audiovisual, isto é, usa o som e a imagem simultaneamente como instrumentos técnicos para a transmissão da programação.


Os comerciais são eficientes nas campanhas de comunicação, e em consequência disso, seus preços são altos.


A grande audiência da programação televisiva motiva o alto valor cobrado pela veiculação do comercial.


Tomemos como exemplo, o intervalo do Jornal Nacional, da rede Globo, um anúncio de apenas 30 segundos comercializado, neste horário, custa algumas centenas de milhares de reais.   


A partir da direção de arte, como referencial, a peça de televisão é formada pelo storyline e storyboard. 


O storyline é o roteiro redigido que explica o início, o meio e o fim das ações do filme publicitário.


O storyboard ilustra a sequência de cenas do comercial, em publicidade este layout é muito rigoroso, pois apresenta a ideia visual ao diretor da peça de televisão e ao cliente.


O comercial atinge um grande público, devido a seu formato audiovisual, sendo capaz de sensibilizar os consumidores.


Outro ponto importante é a segmentação da mensagem publicitária presente no seu conteúdo.  


A televisão é um veículo de comunicação de grande impacto e cobertura geográfica expressiva, pode ter inserções durante uma programação específica, que apresente um perfil de público de interesse do anunciante.


O comercial de televisão possui os seguintes tempos de inserção publicitária: 15 segundos, 30 segundos, 45 segundos e 60 segundos.


A peça eletrônica com maior tempo de duração (60 segundos) é veiculada por ocasião de lançamento nacional da campanha, em horário nobre da emissora.



Cinema


O cinema se aproxima da televisão, porém sua linguagem é diferente, o som pode ser captado diretamente e incorporado posteriormente à narrativa, no estúdio cinematográfico.



O cinema é um veículo de comunicação altamente segmentado, permite atingir públicos específicos de acordo com a faixa etária.


As pesquisas mostram que a publicidade representa 3 por cento do faturamento anual dos cinemas.


Segundo o ponto de vista da criação, a peça de cinema se aproxima da televisão, e é formada de storyline e storyboard.


Os tempos de inserções publicitárias das peças de cinema são: 15 segundos, 30 seguros, 45 segundos e 60 segundos.  


SUGESTÃO DE LEITURA: 


capítulo, O comercial, que está na página 86, do livro Direção de Arte em propaganda do publicitário Newton Cesar.


CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 08


O ambiente e as peças gráficas de ponto de venda (PDV).


Neste módulo, estudaremos a importância do ambiente de ponto de venda, os conceitos e as peças gráficas de propaganda que formam a campanha de comunicação.


O ponto de venda é considerado na publicidade o lugar onde o produto ou serviço é exposto, apreciado, tocado e finalmente comprado.


Embora seja o espaço e vitrine dos produtos o ponto de venda, nem sempre mereceu a devida importância,


As pesquisas mostram que o PDV é um lugar estratégico na formação e manutenção da marca.


No Brasil, 85% das decisões de compra são tomadas no ambiente de ponto de venda: em shoppings, lojas ou mesmo nos supermercados.


No marketing, as ações de PDV são as que se aproximam do consumidor final, e analisam o possível desejo de compra.


As empresas, atualmente, percebem que as ações feitas no jornal, outdoor, rádio, TV e internet ganham concretude nas vendas feitas no PDV.


Isto se deve ao pouco tempo que o consumidor tem para decidir as suas escolhas.


Nesse momento, o lugar de ponto de venda se mostra como uma feliz opção.


A ação de PDV vem junto com a promoção, uma ferramenta de propaganda e marketing que amplia a imagem da marca, desperta o interesse do consumidor pelo produto, e introduz um novo produto no mercado. 


Hoje, temos inúmeras formas de promoção no mercado, como vales brindes, cupons, prêmios, exposições, feiras, amostras, jogos, shows, desfiles de moda e outros.    


O ambiente de ponto de venda é uma mídia expressiva na campanha de comunicação, porém cada ação de promoção deve vir bem estruturada com profissionais gabaritados, na conquista da decisão de compra pelo consumidor final.


SUGESTÃO DE LEITURA: o capítulo, O ponto de venda, que está na página 71, do livro Direção de Arte em propaganda do publicitário Newton Cesar.


O cartaz, peça gráfica de comunicação e o glossário de ponto de venda (PDV).


Mais que cartaz, mais que pôster, mais que anúncio, uma sempre renovada mostra de artes sugestivas, funcionais, oferecida ao transeunte. Alejo Carpentier


A comunicação visual tem uma longa história, que nos remete às inscrições nas paredes das cavernas.


O homem primitivo quando saía para a caça e distinguia na lama a pegada de qualquer animal, o que ele via no chão era um sinal gráfico.


As representações gráficas são sinais: como as letras do nosso alfabeto, também formam sistema de signos, como as sinalizações nas estradas.


Quando encontramos as marcas gráficas reunidas como as linhas de um desenho ou os pontos de uma fotografia podemos entender que formam imagens.  


O cartaz é uma peça gráfica que comunica uma ideia, um aviso ou anúncio, podendo ser escrito ou impresso.


A sua mensagem tem duas funções importantes: chamar a atenção e comunicar uma informação.


A seguir mostramos as principais funções do cartaz:


é um meio de comunicação visual;


não tem público segmentado, dirigi-se a todos, sua comunicação pode apresentar cor, palavras, desenhos e imagens.


O cartaz na publicidade deve surpreender, convencer, informar, anunciar, orientar e sugerir.


O cartaz de PDV é uma peça gráfica que apresenta as seguintes especificidades:


possui uma comunicação rápida e temporária;


tem aplicação de imagens em pequeno e grande formato;


possui diversos suportes, é aplicado em papel, papel laminado, vinil adesivo, lonas translúcidas e outros materiais. 


A criação do cartaz deve chamar a atenção e despertar o interesse do leitor consumidor;



um bom cartaz de PDV, apresenta uma fácil compreensão e mostra a finalidade da sua criação.


O glossário das peças publicitárias de ponto de venda (PDV).



As peças publicitárias de ponto de venda (PDV) são muitas e fizemos uma seleção de algumas, para facilitar os seus estudos.



A seguir o nome das peças e o respectivo conceito:


ADESIVO DE CHÃO - lâmina impressa feita sobre um suporte adesivo e recortado.


É a marcação de caminho para a promoção de um produto ou serviço.


BANDEIROLAS - conjunto de cartazetes pendurados em varal para decoração do ambiente de PDV.



BANNER - peça impressa em material rígido ou flexível terminada em formato arredondado ou em “V”, para ser fixada verticalmente.


Características do banner:



          - é uma peça de PDV promocional e decorativa;


          - é feito de diversos materiais, entre eles, o papel e o plástico (PVC)


          - o acabamento é de sarrafos de madeira (extremidades) ou ponteiras de plástico;


          - a comunicação é rápida e temporária.


DISPLAY- qualquer peça, destinada a promover, apresentar, expor, demonstrar e ajudar a vender o produto ou serviço, podendo ser colocada, diretamente ao solo, vitrine, balcão e gôndola.


O display é desenvolvido de acordo com as necessidades do cliente, possui vários formatos e materiais, sua função é motivar no consumidor o desejo de compra.


FAIXA DE GÔNDOLA (RÉGUA DE GÔNDOLA) - peça produzida em diversos materiais para ser colocada na parte frontal das prateleiras das gôndolas, servindo como delimitador de espaço dos produtos e/ou como aparador das embalagens, podendo conter mensagens e/ou imagens.


MÓBILE - peça promocional aérea sustentada por fios.


PDV - ponto de venda, ou seja, o local onde o produto está sendo exposto e comercializado.


Pode ser bares, magazines, supermercados, padarias e outros.


STICKER - pequeno adesivo publicitário.


TAKE ONE - expositor de mesa ou balcão para folhetos no qual o consumidor se serve.


WOOBLER - material confeccionado em acetato com a função de promover o produto e/ou serviço, mas com um diferencial de se movimentar com o deslocamento de ar.


SUGESTÃO DE LEITURA: capítulo, A criação do cartaz, que está na página 49, do livro Direção de Arte em propaganda do publicitário Newton Cesar.




UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO DESIGN 03


 

CARDOSO, R. Uma introdução à história do design. Ed. Edgard Blücher.


Revoluções industriais e industrialização.


Na Europa entre os séculos 18 e 19 aconteceram uma série de transformações nos meios de fabricação, profundas e decisivas, conceituadas como o acontecimento econômico mais importante desde o desenvolvimento da agricultura. Essas mudanças ficaram conhecidas como Revolução Industrial


A Revolução Industrial buscava chamar a atenção para o impacto tremendo que certas mudanças exerceram sobre a sociedade, o qual só encontrava eco na ruptura radical com o passado efetuada pela Revolução Francesa.


A primeira Revolução Industrial ocorreu na Inglaterra.


Sabe-se que foi na fabricação de tecidos de algodão que o grande surto industrial primeiro se verificou, com um aumento de cerca de 5.000% da produção entre as décadas de 1780 e 1850. O que pressupõe um crescimento tão impressionante é um mercado suficientemente grande para absorver todo esse volume e um retorno crescente que justifique a expansão rápida da oferta.


A Grã -Bretanha deteve um quase monopólio do comércio exterior europeu entre 1789 e 1815, em função do seu claro domínio naval e do bloqueio que impôs à Europa continental durante as guerras napoleônicas.


Eric Hobsbawm definiu a industrialização como um sistema que passa a gerar demanda em vez de apenas suprir a existente.

 

Pode-se dizer que no século 18 já existia em alguns países da Europa uma classe consumidora numerosa que detinha um forte poder de compra e que já começava a exigir bens de consumo mais sofisticados. Nesse mercado de luxo se encontram os primórdios da organização industrial.



UMA INTRODUÇÃO Á HISTÓRIA DO DESIGN 04


CARDOSO, Rafael. Ed. Edgard Blücher


Industrialização e organização industrial, séculos 18 e 19


Primórdios da organização industrial


Nestes tempos privatizantes o que se pode afirmar com certa frequência é que fabricar não é função do estado.


Do ponto de vista histórico, a produção industrial vem sendo exercida continuamente por estados nacionais desde o início da industrialização. Na acepção moderna da palavra pode-se dizer que a indústria é uma invenção do setor estatal.


Entre os séculos 16 e 17, o eixo central do comércio europeu transferiu-se do Mediterrâneo para o Atlântico. Um dos principais resultados dessa transformação foi a consolidação dos estados nacionais na Europa.


A fabricação de armas e de construção naval foram as primeiras manufaturas a serem monopolizadas.


Na França, sob Luis XIV, com seu superintendente de construções Jean-Baptiste Colbert foi iniciado o sistema mais completo de manufaturas reais.


Além das fábricas existentes que produziam vidros e tapeçarias para o rei, o sistema desenvolveu-se principalmente em torno da manufatura real de móveis da coroa – ou, a fábrica de Gobelins – fundada em 1667. A idéia de Colbert era criar um pólo que centralizasse toda a espécie de oficinas fabricando artigos para mobiliar os edifícios reais, a fim de racionalizar essa produção e fortalecer a hegemonia francesa na área.


Especialmente interessante, do ponto de vista do design, foi a atuação do pintor Charles Lê Brun, nomeado diretor da fábrica por Colbert. Entre suas tarefas Lê Brun exercia o papel de inventeur, ou criador das formas a serem fabricadas. Ele concebia o projeto (l’idée) para um objeto e gerava um desenho, o qual servia de base para a produção de peças em diversos materiais pelos mestres-artesãos em suas oficinas.




UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO DESIGN 05


Rafael CARDOSO – Ed. Edgard Blücher



Industrialização e organização industrial, século 18 e 19



Expansão da organização industrial



A industrialização passou rapidamente para outros setores e menos rapidamente para outros lugares. Ao longo do século 19, além do Brasil, França, Estados Unidos e Alemanha se industrializaram em maior ou menor grau.



Com base nas novas estratégias de organização do trabalho e no crescente ritmo de inovação tecnológica, grandes fábricas foram tomando aos poucos o lugar das pequenas oficinas. Estas últimas permaneceram numerosas e passaram a representar a minoria do volume produtivo nos países industrializados.


Um dos aspectos mais interessantes da transição da fabricação oficinal para a industrial foi o uso crescente de projetos ou modelos como base para a produção em série.



Já existia uma convicção clara de que a divisão de tarefas permitia acelerar a produção através de uma economia do tempo gasto em cada etapa. O economista escocês Adam Smith criou o exemplo clássico desse princípio em 1776; a versão de uma fábrica de alfinetes imaginária que ele usou para ilustrar os méritos do trabalho dividido.



A produção em série, a partir de um projeto, representava aos fabricantes uma economia não somente de tempo, mas também de dinheiro.



O potencial técnico de repetir padrões em grande escala e de produzir peças mais ou menos uniformes foi revolucionado pela aplicação de máquinas a vapor a diversos processos de fabricação e pela introdução das primeiras máquinas-ferramentas de precisão, ambas efetuadas na Inglaterra entre o final do século 18 e o início do século 19.



Na década de 1830, dois dos mais importantes pensadores, Andrew Ure e Charles Babbage, vieram sofisticar a análise de Adam Smith sobre divisão de trabalho.


Quem lucrava de fato com a mecanização era a categoria incipiente dos designers. À medida que a produção se mecanizava em alguns setores, o valor monetário do projeto ia se tornando ainda mais explícito. A impressão mecânica de na indústria têxtil significava que um padrão decorativo bem-sucedido podia gerar lucros imensos para o fabricante, sem nenhum investimento adicional de mão-de-obra.



As máquinas para impressão contínua de padrões sobre o papel ou tecido, de um tipo patenteado na década de 1830, também serviam para imprimir decalques para serem aplicados na decoração de louças e outras cerâmicas.



Por diversas razões, a mecanização foi invocada em alguns países como política consciente e sustentada, ora como medida anti-sindicalista, ora como questão de segurança nacional. O governo dos Estados Unidos estimulou, ativamente, durante o século 19, o desenvolvimento de um sistema mecanizado de fabricação de armas de fogo.



A proposta do inventor americano Eli Whitney no final do século 18 foi fabricar mosquetes com peças inteiramente uniformes e, portanto, trocáveis.



A contribuição dos armamentos para a industrialização incipiente é notável em quase todos os países, inclusive no Brasil. O papel exercido pelo Arsenal de Guerra e o Arsenal de Marinha da Corte (Rio de Janeiro) teve acentuada liderança na introdução de métodos industriais de fabricação.


Alemanha e Japão marcaram sua evolução industrial no século 19 dando o apoio contínuo e sistemático dos seus governos à indústria nacional através de políticas explícitas de subvenção da produção e proteção do mercado interno.


Apesar das origens armamentistas do conceito industrial o exemplo mais elucidativo da padronização como elemento organizador da produção está na indústria de máquina de costura.



A Wheeler and Wilson foi a primeira empresa a assumir a liderança do mercado, cujo sucesso se deve diretamente à apropriação de métodos de produção oriundos das fábricas de armas fogo.


A Singer Manufacturing Company fundada em 1851 alcançou a liderança do mercado ultrapassando as vendas da Wheeler and Wilson em 1867.


O marceneiro alemão Michael Thonet desenvolveu durante as décadas de 1830 a 1840 uma série de técnicas mecanizadas para moldar e curvar varas de madeira usando vapor e pressão.


No Brasil, onde a fabricação de móveis era mais limitada surgiu uma fábrica produzindo em grande escala, a Moreira Carvalho e Cia., no Rio de Janeiro.




UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO DESIGN 06


Rafael CARDOSO – Ed. Edgard Blücher Ltda.

 


Design e comunicação no novo cenário urbano, século 19

 


Formação da comunicação visual moderna


O processo de industrialização acarretou mudanças muito mais amplas que a simples transformação dos métodos primitivos. Ocorreu no século 19 um crescimento urbano até então inédito na história da humanidade, com números cada vez maiores de pessoas fazendo uso de novos meios de transporte para irem às cidades em busca de empregos.



Nos oitenta anos que separam a chegada de D. João VI ao Brasil e a abolição da escravidão, a população do Rio de Janeiro aumentou cerca de seis vezes, chegando a 300 mil.


Por volta de 1800 a 1850 respectivamente, as capitais mundiais como Londres e Paris, também tiveram uma taxa de crescimento as quais ultrapassaram o marco de um milhão de habitantes.


Esse aumento da quantidade de indivíduos vivendo em um pequeno espaço ocasionou transformações profundas na natureza das relações entre eles. As pessoas começavam a deslocar de casa para o trabalho viajando na companhia de estranhos em transportes como ônibus e o bonde, característicos da nova experiência urbana.


O trabalho assalariado colocava ao alcance de um público maior, possibilidades até então restritas a pequenas elites. O que ocorria com as economias de eventuais sobras de salário é que aumentava o número absoluto de pessoas capazes de consumir mais do que apenas os gêneros de consumo nas faixas média e baixa do mercado.


Entre as mercadorias cujo consumo mais se expandiu no século 19, podemos citar os impressos de todas as espécies.


A difusão da alfabetização nos centros urbanos propiciou um verdadeiro boom do público leitor. O anseio de ocupar os momentos de folga deu origem à outra invenção da era moderna: o conceito do lazer popular que desenvolveu-se em estreita aliança com abertura de uma infraestrutura cívica composta por museus, teatros, locais de exposição, parques e jardins.


Consumo e lazer acabaram por se fundir durante o século 19. O resultado dessa fusão foi o animado espetáculo das grandes lojas de departamentos.


O fervilhamento no meio do grande fluxo de pessoas e paisagens, o delicioso, mas deprimente anonimato no seio da multidão, a impossibilidade de assimilar todas as imagens e todas as informações, a afetação do tédio diante do desconhecido ou inesperado: são sensações como estas que caracterizam a ”modernidade”, identificada pelo poeta e crítico francês Charles Baudelaire na década de 1860.


Diversos avanços de ordem tecnológica vieram juntar-se nessa época à ampliação do publico leitor, possibilitando não somente a expressão de meios tradicionais como livros e jornais, mas também a criação de veículos impressos novos ou pouco explorados anteriormente como: cartazes, embalagens, catálogos e revistas ilustradas.


Com a introdução de máquinas no processo de fabricação, o papel foi se tornando aos poucos uma mercadoria abundante e barata, possibilitando a produção de impressos por um preço até então impensável em função do alto custo do próprio suporte.



O aperfeiçoamento da fundição mecânica de tipos metálicos facilitou a produção de letras de maiores dimensões e variedade, além de propiciar a criação de fontes novas como o Clarendon e os primeiros tipos sem serifa.


Talvez a mais significativa dentre as novas tecnologias tenha sido a introdução da prensa cilíndrica a vapor de König por volta de 1812, o grande marco nas pesquisas intensivas para mecanizar o processo de impressão.


Na Europa, o resultado dessas inovações foi uma expansão dramática da oferta de impressos mais baratos após 1830, com subsequentes reduções de custos ao longo das décadas seguintes.


A mecanização da impressão contribuía sob duas formas para multiplicar os lucros da firma impressora: primeiramente, aumentava a produtividade e, em segundo lugar, diminuía a despesa com mão-de-obra especializada.


O papel do designer gráfico adquiria um valor redobrado, pois o critério principal que distinguia a qualidade dos impressos passava a não ser mais a habilidade da execução gráfica, mas a originalidade do projeto e, principalmente, das ilustrações.



A atuação do desenhista, jornalista e editor Ângelo Agostini na Vida Fluminense, publicada entre 1868 e 1876, e na Revista Ilustrada publicada entre 1876 e 1896, constitui-se em um marco fundamental da história gráfica nacional.



Além das novas tecnologias para impressão de texto, outro fator decisivo para a expansão do mercado para produtos gráficos foram as evoluções importantíssimas no campo da reprodução de imagens.



Ao uso secular da xilogravura – o que havia ganhado uma nova popularidade no final do século 18 – vieram juntar-se a litografia (sobre pedra e sobre zinco) e a gravura em metal sobre chapas de aço, técnicas aperfeiçoadas para uso comercial e industrial durante o século 19.



Surgiram entre 1830 e 1880 alguns dos mais importantes periódicos do século 19 como Lê Charivari e L’illustration na França ou o Illustrated London News na Inglaterra.



Umas das linguagens visuais, que viria a se tornar característica do século 20, teve também o seu início nesse período fértil de inovações. Algumas revistas ilustradas passaram a veicular diversos tipos de histórias em imagens, geralmente constituídas de uma sequência de quadros com algum encadeamento visual, encimando um pequeno texto narrativo.


A verdadeira história em quadrinhos, tal como é conhecida hoje – com o texto inserido dentro do quadro desenhado, geralmente por intermédio de balão, personagens recorrentes e u