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Site do Prof. Omar Carline Bueno

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PRODUÇÃO PUBLICITÁRIA APLICADA AO TRABALHO DE CURSO - Teoria e Prática

PRODUÇÃO PUBLICITÁRIA APLICADA AO TRABALHO DE CURSO - 2019

 

06/08  – Aula inaugural: Plano de Ensino, DPs, APS, ED, AtC, PREX / Criação de roteiro de Vídeo briefing (Só serão feitos atendimentos, nas aulas de assessoria, às agências com 50% +1 de seus integrantes, mediante apresentação do carômetro - A presença será dada após o atendimento - O controle de tempo e de ordem de atendimento será responsabilidade da classe via representante) / Só será dada assessoria e orientação durante as aulas destinadas para tal.

 

13/08 - PRODUÇÃO PUBLICITÁRIA APLICADA AO TRABALHO DE CURSO 01 - Criação em Filmes Publicitários - J.V.C. Bertomeu - Ed. Cengage Learning / A Televisão

 

20/08 - PRODUÇÃO PUBLICITÁRIA APLICADA AO TRABALHO DE CURSO 02 - Criação em Filmes Publicitários - J.V.C. Bertomeu - Ed. Cengage Learning / Broadcasting

 

27/08 - Assessoria ao PREX (Produção de vídeobriefing e peças eletrônicas do PREX) / Antes da produção das peças eletrônicas, storyline e storyboard deverão ser aprovados.

 

03/09 - PRODUÇÃO PUBLICITÁRIA APLICADA AO TRABALHO DE CURSO 03 - Criação em Filmes Publicitários - J.V.C. Bertomeu - Ed. Cengage Learning /As fases de uma produção para TV

 

10/09 - ENTREGA do VÍDEO BRIEFING / PRODUÇÃO PUBLICITÁRIA APLICADA AO TRABALHO DE CURSO 04Criação em Filmes Publicitários - J.V.C. Bertomeu - Ed. Cengage Learning /  Equipe Técnica

 

17/09 - PRODUÇÃO PUBLICITÁRIA APLICADA AO TRABALHO DE CURSO 05Criação em Filmes Publicitários - J.V.C. Bertomeu - Ed. Cengage Learning / Edição

 

24/09 - PROVA B1

 

01/10 - ENTREGA DAS PEÇAS ELETRÔNICAS EM PEN DRIVE / PRODUÇÃO PUBLICITÁRIA APLICADA AO TRABALHO DE CURSO 06Criação em Filmes Publicitários - J.V.C. Bertomeu - Ed. Cengage Learning / Planos de câmera - Enquadramento - Movimentos de câmera

 

08/10 - PRODUÇÃO PUBLICITÁRIA APLICADA AO TRABALHO DE CURSO 07Criação em Filmes Publicitários - J.V.C. Bertomeu - Ed. Cengage Learning / Enquadramento e movimentos de câmera

 

15/10 - FERIADO 

 

22/10 -  O COMERCIAL DE TELEVISÃO05 - Larry ELIN, Alan LAPIDES - Ed. Bossa Nova - Um fenômeno sócio-cultural / Os comerciais de televisão / Seus defensores / Seus críticos / Os argumentos / Evidente em si mesmo / Refletem as tradições culturais / Alguns elementos da cultura popular / Espaço curto /  Barômetro instantâneo / Introduzem novos costumes /  Keep América Beautiful / O movimento em defesa do meio ambiente / Mudança drástica

 

29/10 - Assessoria ao PREX.

 

05/11 - ENCOMUN - Festival de Curtas

 

12/11 -  O COMERCIAL DE TELEVISÃO 06 - Lições sobre persuasão

 

19/11 – PROVA B2

 

26/11 - PROVA SUB

 

03/12 - Preparação para exame

 

10/12 - EXAME

 

17/12 - Revisão de provas, faltas e exame



NP1


PRODUÇÃO PUBLICITÁRIA APLICADA AO TC 01

A TELEVISÃO

A televisão, que se notabilizou como meio de comunicação de vanguarda e alavancou toda uma sociedade, é uma ferramenta de mobilização social desde os primeiros passos na Alemanha e que até os dias de hoje influencia no dia a dia das pessoas nos quatro cantos do mundo.

As imagens da televisão percorrem continentes, atravessam oceanos, influenciam povos e governantes, bem como alegram ou entristecem pessoas de todas as raças, credos e idiomas a quase 85 anos.

E no Brasil, essa história é maravilhosa, com a participação de personagens, autores, diretores e de pessoas que fizeram e fazem de nossos dias muito mais interessantes.

Desde o seu início a televisão no Brasil tem algo para contar, seja na frente das câmeras como por trás delas.

Muitos momentos de nossa história foram contados de forma muito especial por esse meio de comunicação que revolucionou este país a partir de 1950 e por um empresário que vivia a frente de seu tempo: Francisco de Assis Chateaubriand.

E nesses 58 anos de convivência diária com o telespectador vários gêneros se destacaram de forma ímpar, dentre eles, os musicais e as telenovelas.

O gênero musical leva aos domicílios brasileiros a oportunidade de se conhecer a base para toda uma legião de programas que fizeram e fazem sucesso até hoje.

Uma gama inigualável de profissionais começou sua carreira nesse gênero tão rico e que após se familiarizar com o meio tiveram a oportunidade de enveredar para outros segmentos televisivos.

Já a telenovela, desde 1951, é um gênero que se torna um movimento cultural bastante representativo para todos os brasileiros, afinal quem nunca fez um comentário a respeito de uma cena de uma determinada obra da teledramaturgia.

E nesse contexto, é que a publicidade e a propaganda absorvem espaços e atuam de forma bastante agressiva, pois é na telenovela que diversos produtos e serviços podem ser anunciados e mostrados para um público interessado e comprador.

Com essa linha de pensamento, esperamos que o leitor possa usufruir de um conhecimento a mais e fazer valer no seu dia a dia como futuro profissional de Comunicação Social.


PRODUÇÃO PUBLICITÁRIA APLICADA AO TC 02

BROADCASTING

A televisão foi desenhada primordialmente com a intenção de vender aparelhos de recepção e não vender a programação, ou seja, o conteúdo.

Foi essa premissa que determinou os parâmetros para a estruturação da transmissão, do aparelho que se convencionou chamar televisão. 

O sistema broadcasting, transmissão em larga escala, é construído para permitir uma comunicação unilateral da emissora para os lares com receptores ligados.

A televisão nasceu sob o signo do ao vivo, com transmissões locais, por um sistema terrestre de antenas.

Não havia sistema de gravação de sons e imagens.

A programação era baseada em shows de variedade, programas de auditório e transmissões externas.

Nas primeiras décadas de existência, as ações dos fabricantes de aparelhos foram intensas para que esse novo “eletrodoméstico” estivesse presente na maioria dos lares, principalmente nos Estados Unidos.

A RCA, consagrada rede de rádio, engoliu a invenção de um pequeno inventor e assumiu a paternidade da televisão.


PRODUÇÃO PUBLICITÁRIA APLICADA AO TC 03

AS FASES DE UMA PRODUÇÃO PARA TEVÊ

Podemos dividir o processo de produção em três fases:

Pré-Produção

Produção

Pós-Produção

3.1 A FASE DE PRÉ-PRODUÇÃO

Fase onde são feitos os levantamentos das necessidades gerais para a realização do programa.

Na fase de pré-produção as ideias básicas e os métodos de produção são desenvolvidos e o processo tem início.

É nesta fase, de definições e planejamento, que a produção toma um rumo certo, ou segue desordenamento, até que a desorganização é tal que nenhuma quantia de tempo, dinheiro ou talento na edição pode salvar o programa.

Para assegurar o sucesso de um programa, devemos ter sempre em mente, as necessidades, interesses, e o perfil do nosso público-alvo, durante todas as fases da produção.

Para que o seu programa tenha impacto, ele deve envolver a audiência, emocionalmente.

Este é o elemento-chave para o sucesso de uma produção.

Programas de sucesso são experiências compartilhadas.

A partir do momento que o telespectador comenta, no dia seguinte, com um amigo sobre o programa que ele viu, ele está compartilhando os pensamentos e ideias divulgadas e isso faz do programa um sucesso.

· Comerciais, novelas, séries, seriados, mini-séries e afins:

Durante a fase de pré-produção, são tomadas decisões importantes – a contratação do elenco e da equipe principal; a concepção do cenário; iluminação e sonorização.

Como estes elementos estarão inter-relacionados, várias reuniões de produção são necessárias para o planejamento e coordenação do trabalho da equipe.

Uma vez que todos os elementos básicos estejam em seu lugar, os ensaios podem começar.

As locações onde serão gravados segmentos do programa devem ser inspecionadas, para se determinar a posição dos atores ou apresentadores, os movimentos de câmera e o equipamento de áudio e iluminação necessários para a gravação da cena.

Uma produção complexa requer muitos dias de ensaio.

Os primeiros ensaios se resumem à leitura do roteiro, com os atores e os membros principais da equipe de produção sentados em volta de uma mesa.

Nestas ocasiões, são feitas muitas mudanças no roteiro.

No ensaio final, os atores ensaiam vestidos com o figurino apropriado e todos os elementos de cena em seus lugares.

Esta é a última oportunidade para a equipe resolver problemas pendentes de produção.

· Programas de auditório e revistas eletrônicas:

Em programas de auditório e/ou revistas eletrônicas são realizadas reuniões de pauta, onde pauteiros, produtores e diretor (em alguns casos, apresentadores também participam) discutem e sugerem assuntos a serem abordados no decorrer dos próximos programas.

· Programas de caráter jornalísticos

Em jornais, a pré-produção é a fase de decisão.

É definido o cenário, a quantidade de apresentadores, o formato do programa, duração e quadros específicos, além das pautas diárias do jornal.

3.2 A FASE DE PRODUÇÃO

A hora de produzir é onde tudo acontece.

Depois de definidas as pautas, os produtores passam a fazer os contatos com os convidados, entrevistados ou se precisarem fazer matérias externas, agendam com antecedência para que nada saia errado.

No caso de novelas e séries, são construídos os cenários, decididos os figurinos para cada personagem, locações etc.

3.3 A FASE DE PÓS-PRODUÇÃO

Pós-Produção é a fase da montagem do quebra-cabeça.

Para programas de auditório e/ou revista eletrônica, novela, série, é a fase de juntar tudo que foi gravado na fase da produção e ordenar numa ordem cronológica na ilha de edição.

Para os telejornais, a pós-produção é aplicada na finalização das matérias gravadas na rua para serem exibidas durante o jornal da emissora.

É nessa fase que as cenas e o áudio são editados e mixados para criar uma obra coerente e com fluidez.

Na maioria das vezes, é o produtor que supervisionará o projeto do início ao fim.

Ele deve conhecer todas as cenas gravadas, assim como todas as fitas, registros, locações, dublagens e planilhas de registros, além das cenas do arquivo de imagem, efeitos especiais, trilhas etc.

·Time Code

Ao gravar em vídeo, um sinal de código de tempo, chamado de time code, é impresso no videoteipe, designando a duração de cada quadro.

O time code é dividido em quatro segmentos.

Digamos que o número que aparece na tela seja 07 02 45 17, então:

·      07 indica a hora;

·      02 indica os minutos;

·      45 indica os segundos;

·      17 é o número do quadro (frame), essa informação importa para o editor na precisão do quadro.

Nem sempre é necessário anotar esse valor.

Trabalhar com o time code faz parte do processo de edição, para que ele seja preciso e exato.

O código também é uma ferramenta valiosa para decupagem e registro das cenas antes da edição.

É possível usar os números marcados no time code para criar um storyboard, ou uma edição no papel, que o editor usa como um roteiro de edição.


PRODUÇÃO PUBLICITÁRIA APLICADA AO TC 04


EQUIPE TÉCNICA


4.1 PRODUÇÃO

Diretor: O diretor delineia a estética e as abordagens criativas da produção.

Se um diretor for contratado, ele pode desempenhar o papel tradicional do cargo, trabalhando com os artistas, a equipe técnica e o produtor para visualizar as cenas.

O diretor é uma força criativa importante em uma produção, pois supervisiona o roteiro, a seleção do elenco e ensaia com os artistas, lapidando a abordagem estética geral.

Por outro lado, você pode contratar um diretor técnico que trabalha no switcher, uma espécie de sala de controle.

Ele geralmente é responsável por cenas que envolvam muitas câmeras e “chama as tomadas” à medida que elas entram na sala de controle, criando uma edição inicial nesse processo.

Diretores, assistentes de direção e diretores técnicos fazem parte de categorias diferentes e, desse modo, têm cachês diferentes.

Embora cada projeto seja singular, ele só vai para frente se o produtor e o diretor trabalharem juntos de forma coesa e colaborativa.

Assistente de Direção: É a conexão entre o diretor, o produtor, a equipe técnica e os artistas.

Ele representa o “policial mau”, enquanto o diretor representa o “policial bonzinho”.

Ele ajuda a criar o cronograma de filmagem, mantendo a equipe dentro do cronograma do dia.

Também é responsável por cronometrar o programa ou segmentos durante a gravação.

Diretor de Fotografia: Ele faz com que a visão criativa do diretor ganhe vida.

Ele pode trabalhar diretamente com a câmera ou supervisionar o operador (ou operadores) de câmera.

Além disso, ele é um mestre nas questões de iluminação e formatos de vídeo e filme, e no uso de gruas e plataformas móveis para câmera.

Ele pode trazer para a produção profissionais experientes, com os quais já trabalha, e pode ajudar a criar o cronograma de filmagens.

Em geral, o diretor de fotografia tem equipamentos próprios, mas se não tiver, conhece empresas que alugam esse tipo de equipamento (fotômetro).

Diretor de Arte: A textura estética, o planejamento e o “visual” de uma produção são elementos essenciais de todo projeto.

Desde a criação de sets elaborados até a simples reorganização de móveis, o Diretor de Arte trabalha em conjunto com o produtor e o diretor para criar o ambiente no qual a ação ocorrerá.

Ele sabe quais câmeras serão usadas e qual será o ângulo gravado.

Usa storyboard ou esboços para desenhar o que será captado pela câmera.

Como sempre, o orçamento tem um impacto sobre as escolhas, embora o diretor de arte inteligente seja capaz de improvisar e planejar cuidadosamente.

Ele pode realizar todas as tarefas necessárias sozinho ou contratar uma equipe adicional, como designers, cênicos, cenógrafos e equipe de apoio.

Sonoplasta/Operador de Áudio: As sutilezas do planejamento de áudio podem se perder no estágio de pré-produção, de modo que um bom produtor contrata um sonoplasta, que possa capturar com clareza os diálogos, sons de fundo, sons especiais na locação (sirene, pássaros, tráfego, conversas de fundo) e outros sons ambientes.

Ele sabe como utilizar microfones como booms, microfones sem fio, pequenos microfones de lapela.

Supervisor de Pós-Produção: Esse profissional consulta o produtor para tomar decisões iniciais sobre detalhes de pós-produção, como a escolha do editor e as instalações da ilha de edição, o sonoplasta e as instalações para mixagem de som, música e outros elementos da fase de pós-produção.

Em algumas produções, o supervisor é contratado durante a fase de produção e organiza sistemas para assistir às cenas gravadas no dia, arrumá-las, rotulá-las e armazená-las.

Sua responsabilidade geral é estar bem preparado para o estágio de pós-produção.

O supervisor de pós-produção conhece os padrões profissionais de edição, que envolvem, na maior parte das vezes, sistemas de edição não-linear e os editores que são familiarizados com eles tanto em termos técnicos quanto em termos criativos.

Os principais programas de edição hoje são: o Avid, o Final Cut e o Adobe Premiere.

Todos esses softwares apresentam princípios semelhantes e oferecem opções para concluir o projeto, além de terem suporte técnico.

Produtor: Alguns produtores de televisão são responsáveis por tornar todo o projeto realidade, desde o conceito do programa até seu desenvolvimento e exibição ou distribuição final.

Outros produtores trabalham em áreas específicas de um projeto, representando uma parte primordial em uma grande equipe de produtores.

Para ser um bom profissional é necessário não apenas ser o senhor dos detalhes, mas também ter uma visão clara do quadro geral da televisão: o mercado atual, saber como estão as audiências, as tendências do dia.

É necessário ler publicações especializadas, assistir ativamente a programas de gêneros específicos e buscar oportunidades de aprendizado.

O produtor é responsável por satisfazer o cliente e o telespectador, assim como por utilizar, da melhor forma possível, os talentos do elenco e da equipe.

Sem um produtor não há projeto. É ele que impulsiona o projeto desde a ideia inicial até a transmissão em cores.

O produtor deve:

·      Ter facilidade para resolver problemas

·      Saber lidar com diversas tarefas

·      Ser um intermediário

·      Querer saber tudo

·      Saber se divertir durante o processo

Ele é responsável em criar pautas para que o programa aconteça, seguindo o formato do programa em que trabalha.

Ele checa todas as informações para ver se é possível transformar a pauta em uma boa matéria ou quadro.

No estúdio, ele é responsável em dar suporte ao programa, ou seja, recepcionar o convidado na porta da emissora ou do estúdio; posicionar o convidado no local pré-determinado, verificar se não está faltando nada dentro do estúdio (por exemplo, água para a apresentadora ou convidado); levar microfone de mão, caso o apresentador solicite, etc.

Coordenador de ProduçãoDirige a produção e os demais produtores, com autoridade de agir em nome do time de produção.

É ele quem gerencia as necessidades práticas e, juntamente com os diretores, organiza um orçamento e o cronograma a ser aprovado pelo executivo.

É a pessoa responsável em verificar se todas as pautas estão em andamento e fechadas. É a ponte entre a produção e o diretor.

Produtor de ExternaEle é a pessoa que verifica se todos os equipamentos estão em ordem.

Ele recebe a pauta do produtor responsável. Nela está descrito onde será gravada a matéria (lugar aberto ou fechado. Dia ou Noite).

Ele passará as coordenadas ao cinegrafista, qual o ângulo ele quer usar, dá o aval do áudio, etc...

Ele viabiliza a produção da matéria, conversando e combinando o que for necessário com as pessoas envolvidas.

Ele também colhe todas as autorizações de imagem das pessoas entrevistadas.

O produtor de externa é o elo entre o entrevistado e o cinegrafista.

Coordenador de ExternaÉ responsável em solicitar equipe, equipamentos para gravações de matérias.

Verificar se os produtores saíram da emissora para gravação na hora correta, monitorar se a equipe que saiu já está gravando, se está ocorrendo algum imprevisto...

Ele é responsável por assistir os VTs finalizados antes de ir ao ar.

Produtor Executivo: É quem cuida da parte financeira do programa, responsável pela parte burocrática de uma produção.

Presta conta do dinheiro gasto, libera verba para a produção comprar materiais necessários para o trabalho diário ou para uma pauta do dia.

É ele quem providencia os cachês a serem pagos a artistas e/ou modelos.

Também compra passagens aéreas, rodoviárias.

Ele também coordena o transporte e motoristas.

O produtor executivo tem todo o controle para que não exceda a verba predestinada no orçamento.

4.2 EQUIPE TÉCNICA DE APOIO

4.2.1 Equipe de roteiristas

Pesquisador: A maioria dos projetos exige certo grau de pesquisa.

Uma história de época, por exemplo, engloba pesquisa de detalhes arquitetônicos, aspectos culturais, costumes e maneirismos ao falar.

Um programa de não-ficção pode contratar um pesquisador para descobrir ideias interessantes e personagens reais.

Em um programa de entrevistas, pode ser necessário que o pesquisador encontre convidados interessantes; em programas de perguntas e respostas, os pesquisadores precisam investigar materiais para elaborar as perguntas, acompanhadas pelas respostas corretas.

Pesquisadores são componentes valiosos para os noticiários e programas de interesse geral para verificar as fontes e as histórias.

Esses profissionais podem ser acadêmicos ou consultores de áreas específicas do conhecimento.

Os assistentes de produção ou outros membros da equipe administrativa podem trabalhar como pesquisadores para atender as necessidades específicas.

Redatores e Revisões do roteiroDurante o processo de escrita, o redator do roteiro original pode começar a trabalhar com outros roteiristas, formando uma equipe.

O roteirista pode ser substituído devido a “diferenças criativas” com o produtor, ou deixar o projeto por causa de compromissos anteriores.

O conceito inicial do projeto pode mudar durante o processo criativo ou devido a exigência do cliente ou da rede de TV e o roteirista pode não estar disposto a fazer essas mudanças.

Geralmente, questões de revisão e alteração de roteiro são contempladas no contrato do roteirista, contendo a estipulação de um pagamento por revisão feita.

Nos programas de TV, o roteirista escreve as “cabeças”, os textos, que o apresentador irá falar durante a exibição ou gravação do programa.

O texto será uma introdução sobre cada matéria que vai ser apresentada.

Em novelas, o roteirista escreve o episódio, ou capítulo que vai ser gravado, criando uma situação com falas para todos os personagens envolvidos na trama.


PRODUÇÃO PUBLICITÁRIA APLICADA AO TC 05

EDIÇÃO

O editor

Um editor pode ser um mágico, um consultor e um juiz eficaz do que funciona e do que não funciona no trabalho.

Cada editor tem seus talentos, fraquezas e estilos de edição.

Pode ser que um editor tenha o estilo perfeito para a MTV, enquanto outro seja ótimo para editar documentários para a Discovery.

O editor pode planejar efeitos especiais e traçar passagens entre as cenas, corrigir as cores e se certificar de que o projeto está de acordo com os padrões de transmissão para TV.

Em geral, o editor pode corrigir problemas da fase de produção na fase de pós-produção, cobrindo erros ou encontrando soluções para questões aparentemente impossíveis de corrigir e que, mais cedo ou mais tarde, acabam aparecendo em todo projeto.

Técnicas de edição

Um editor assiste às cenas junto com o produtor ou diretor e une as tomadas para formar uma sequência com sentido, usando uma série de técnicas para sair de uma tomada e chegar a outra.

Essas técnicas incluem:

Corte SecoMudança rápida de uma tomada para outra, com um ponto de vista e uma locação, para outra.

Um corte pode indicar passagem de tempo, mudança de cena ou ponto de vista, ou ainda enfatizar uma imagem ou ideia.

A maior parte dos cortes é feita durante uma ação.

Corte fusão: Transição gradual de uma tomada pra outra. Fusão de duas imagens. A segunda vai se sobrepondo à primeira.

Insert: Uma tomada em close-up que é inserida em um contexto maior, fornecendo detalhes importantes da cena.

Fade inA imagem aparece numa tela às escuras que gradualmente se torna clara.

Utiliza-se normalmente para abrir uma cena.

Fade outA tela escurece gradualmente, desaparecendo a imagem. Sensação de encerramento da cena.

CongelamentoA imagem deixa de se mover.

Fica momentaneamente imobilizada.

Este efeito é utilizado para dar ênfase a um determinado momento.

Câmera Lenta (Slow)Os movimentos se tornam lentos, a imagem perde velocidade.

Câmera Rápida (Fast)A imagem adquire maior velocidade, os movimentos são mais rápidos.

Este recurso é usado em gêneros humorísticos ou para demonstrar pressa.

NP2

PRODUÇÃO PUBLICITÁRIA APLICADA AO TC 06

PLANOS DE CÂMERA / ENQUADRAMENTO / MOVIMENTOS DE CÂMERA

Entendemos por linguagem televisiva e cinematográfica os termos técnicos usados pelos que trabalham em cinema e TV, de forma que possam obter uma uniformidade de comunicação.

Infelizmente, não existe uma padronização definitiva para os diversos termos.

Algumas vezes, um determinado nome para um plano pode ter um outro nome em países e lugares diferentes.

Por exemplo, o equipamento utilizado para movimentar a câmera em um determinado plano chama-se dolly.

Porém, é comum chamar o dolly de carrinho ou mesmo de travelling, que é o nome de um terminado movimento de câmera.

Cena: É o conjunto de planos

6.1 PLANOS

Plano Geral (PG)Abrange uma área onde se desenvolve a gravação. É utilizado para apresentar todos os elementos de cena.

Geralmente usado no início de uma cena.

Plano Conjunto (PC)Muitas vezes a área de ação é extensa e cheia de detalhes. Este plano é utilizado para dar maior clareza nos detalhes da ação.

Plano Americano (PA): O personagem é mostrado do joelho para cima, tendo sua origem nos Westerns americanos, com a função de mostrar a cartucheira do revólver na cintura.

Plano Médio (PM)O personagem é enquadrado da cintura para cima. É muito usado para mostrar o movimento das mãos do personagem.

Primeiro Plano (PP): Também chamado de plano próximo.

Nele o personagem é enquadrado do busto para cima, dando maior evidência ao ator, servindo para mostrar características, intenções e atitudes do personagem.

Plano Inteiro (PI): O personagem é enquadrado da cabeça aos pés, deixando um pequeno espaço da cabeça e abaixo dos pés.

Close-up (CL): Também é chamado de primeiríssimo plano. Mostra o rosto inteiro do personagem, do ombro para cima, definindo a carga dramática do ator.

Detalhe: Mostra parte do corpo, como o detalhe da boca, mãos etc. É usado também para mostrar objetos.


PRODUÇÃO PUBLICITÁRIA APLICADA AO TC 07

ENQUADRAMENTO E MOVIMENTO DE CÂMERA

Plano SequênciaPlano de toda a cena, com a câmera deslocando-se no espaço inteiro (câmera na mão, carro, steadycam, dolly etc.).

Toda a sequência é rodada em um único plano.

SequênciaÉ o conjunto de cenas.

Uma sequência tem início, meio e fim.

A sequência de um casamento, por exemplo, pode ser formada pelas cenas do pedido do casamento num restaurante; a cena da mulher numa loja comprando o vestido de noiva; em casa provando o vestido; o noivo num bar na festa de despedida de solteiro; o noivo esperando na igreja; a noiva chegando; a cerimônia do casamento; a saída na porta da igreja; terminando com o carro partindo com os noivos.

Tomada (take)É o número de vezes que o plano será repetido.

Um plano poderá ter uma ou quantas tomadas o diretor achar necessário até estar satisfeito.

O plano é a forma como o diretor narra o roteiro.

PlongéeCâmera de cima para baixo

ContraplongéeCâmera de baixo para cima

Câmera Subjetiva: É quando o espectador ou o ator tem o ponto de vista da câmera, ou se move no lugar dela.

Muito utilizado em cenas de deslocamento do ator, em que a câmera na mão do operador assume o ponto de vista do ator em movimento.

Planos Neutros: São aqueles que usamos para modificar a direção da ação ou criar uma situação inesperada, ou ainda, para mudar o eixo da câmera, exemplos:

·      Plano frontal – o ator fala diretamente para o espectador.

Plano bastante usado em telejornalismo

·      Cut in – é um close dentro da ação filmada: ex: um close nos pés de um ator caminhando em direção à câmera, permitindo cortar para ele caminhando em outra direção.

Plano e contra plano: É uma situação em que os dois personagens estão conversando e a câmera acompanha o diálogo.

É uma câmera sobre o ombro.

1º e 2º Plano com passagem de focoDeslocamos o foco da lente de um personagem para outro num plano inferior.

TravellingA câmera inteira se desloca sobre uma plataforma (dolly), indo para frente ou para trás, podendo também fazer curvas.

Esses movimentos podem ser conjugados com os movimentos da câmera em si, movimentando-se sobre seu próprio eixo, para cima ou para baixo, esquerda ou direita.

SteadycamEquipamento acoplado ao corpo da câmera permitindo manter a câmera estável, independentemente do seu deslocamento.

Câmera na mãoUsada em casos específicos em que queremos acentuar uma ação simulando o movimento de deslocamento do ato.

GruaEquipamento similar ao dolly, consistindo em um longo braço balanceado por contrapeso, atingindo alturas maiores.

Panorâmica (Pan)Movimento da câmera sobre seu próprio eixo, no sentido da esquerda para direita e vice-versa.

Tilt: O mesmo movimento anterior, só que de baixo para cima e vice-versa (também chamado de panorâmica de cima para baixo).

Zoom in e zoom outMais usado no telejornalismo, pois o que mais importa é a clareza do objeto filmado, do qual nem sempre podemos chegar perto.

A diferença entre o zoom e o carrinho é que o zoom traz ou afasta o objeto no espaço cênico em relação à câmera e o carrinho desloca-se no espaço cênico em direção ao objeto em questão ou dele se afastando.

Nos movimentos de zoom, o espaço cênico é o maior ou menor durante o seu movimento do que no deslocamento do carrinho.

ChicoteA câmera corre, deslocando a imagem com rapidez e, simultaneamente, cortamos e passamos à outra cena.


O COMERCIAL DE TELEVISÃO 05

Larry ELIN, Alan LAPIDES – Ed. Bossa Nova

Um Fenômeno Sociocultural

Os comerciais de televisão são um fenômeno sociocultural.

Seus defensores alegam que os comerciais têm caráter informativo e educacional.

Seus críticos defendem que os comerciais são prejudiciais e provocam um consumismo sem lógica.

Ambos os argumentos podem estar dando mais crédito aos comerciais, no que se refere ao seu poder de persuasão e de provocar mudanças, do que na verdade eles merecem.

Grande parte daquilo que os comerciais são capazes de fazer e alcançar é algo evidente em si mesmo.

Ao mesmo tempo em que os comerciais refletem as tradições culturais da sociedade, também as difundem para um público de massa.

Habitantes de outras regiões ou pessoas de diferentes grupos socioeconômicos são expostos a alguns elementos da cultura popular, pela primeira vez, ao vê-los em um comercial de televisão de veiculação nacional.

Os comerciais podem ser criados e produzidos em um espaço de tempo relativamente curto.

Eles agem como um barômetro instantâneo que medem nosso temperamento nacional.

Os comerciais de televisão introduzem novos costumes e, nesse processo, acabam por derrubar velhas barreiras sociais.

O comercial do grupo de defesa do meio-ambiente, Keep America Beautiful, que retrata um índio chorando, tornou-se um dos comerciais mais memoráveis de todos os tempos.


É apontado como responsável por despertar em todo o país o movimento em defesa do meio-ambiente.

Podemos dizer que os comerciais veiculados nos dias de hoje, demonstram uma mudança drástica nas tradições sociais.

O COMERCIAL DE TELEVISÃO 06

Larry ELIN & Alan PAPIDES

Ed. Bossa Nova

Lições sobre persuasão

A indústria de comercial de televisão tem amadurecido e aprendido certas lições:


  • Quais os tipos de temas e conceitos de criação que são eficazes.

  • Como melhor utilizar a linguagem visual na comunicação.

     

    A utilização de formas angulares provoca uma reação positiva em seus entrevistados transmitindo uma ideia de algo resistente, forte, potente e dinâmico.

     

    Formas curvilíneas provocam uma reação contrária.

     

    Forma de uma estrela é mais apreciada em termos de reação positiva.

     

    Formas angulares utilizadas no design do cenário de um comercial para um produto, transmite ideia de força, potência e dinamismo.

     

    Conceitos também utilizados no design do produto, da embalagem e representações gráficas associadas.