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Criação Publicitária - Teoria e Prática

CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA


11/02 - Aula inaugural / Plano de Ensino / Bibliografia / Disciplinas On line/DPs / APS / ED / AtC / Escolha do representante / Montagem das agências / Revitalização de logo da agência e defesa (as rafes serão aprovadas em sala - levar material para criação) / Serão trabalhadas as contas já pertencentes à agência.


18/02 - CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 01


25/02 - Apresentação da logo de agência revitalizada e respectiva defesa  (cada integrante da agência deve apresentar uma ideia) / CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 02


04/03 - Recesso

11/03 - CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 03

18/03 - Entrega da arte-final da revitalização da logo da agência em prancha rígida padrão e defesa em book / Criação de Cartaz - Tamanho A3 (as rafes serão aprovadas em sala - levar material para criação)

25/03 - CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 04

01/04 - PROVA NP1

08/04 - Apresentação de layout de Cartaz (cada integrante deverá apresentar uma ideia) / CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 05

15/04 - CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 06

22/04 - Entrega da arte final do cartaz em tamanho A3 com dupla face no verso / Criação de outdoor (levar material para criação)

29/04 - CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 07

06/05 - Entrega da arte final do outdoor na proporção. Criação de spot vendendo serviço funerário (criar o nome da funerária)

13/05 -  CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 08

20/05 - Apresentação e entrega dos spots / (DATA SHOW) - DIREÇÃO DE ARTE EM PROPAGANDA03

27/05 - PROVA NP2

03/06 - PROVA SUB

10/06 - EXAME

17/06 - REVISÃO DE PROVAS E EXAMES


24 /06 - Fim do Semestre Letivo

SÍNTESE DA MATÉRIA

NP1

CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA 01

 

O design gráfico internacional, os principais movimentos e a formação do design gráfico moderno.

 

Movimento das Artes e Ofícios - Inglaterra (1883 - 1914)

       

O Movimento das Artes e Ofícios surgiu com críticas à industrialização e proposta de retorno à tradição artesanal da Idade Média.

      

Os principais representantes do movimento foram: o crítico de arte John Ruskin, o arquiteto e designer William Morris e outros.

      

As contribuições do movimento foram: o início das escolas técnicas e da profissão de desenhista industrial (designer).

 

Movimento Art Nouveau - Paris (1890 - 1910)

      

O Movimento Art Nouveau foi orientado para o design, recebeu contribuições das xilogravuras e estampas japonesas, a linha curva e a inspiração na natureza foram os seus temas.

      

Os principais artistas do movimento foram: Toulouse-Lautrec, Pierre Bonnard, Gustav Klimt, Jules Chéret, Alphonse Mucha e outros.

       

As contribuições do movimento foram: a criação de pôsteres gráficos, a produção de objetos de decoração, a utilização do ferro e do vidro como matéria prima de criação artística.

 

Cubismo - Paris (1907 - 1914)

      

O Cubismo, historicamente, teve origem com as obras de Cézanne, que utilizava formas naturais reduzidas a esferas, cones e cilindros. Mas, o movimento cubista teve início a partir da exposição de Les Demoiselles d’Avignon, no estúdio de Picasso, em 1907.

      

O Cubismo se fundamentava na destruição da harmonia clássica das figuras e na decomposição da realidade, propôs a ruptura na pintura feita até então na história da arte.

      

O Cubismo levantou a reflexão sobre a simultaneidade do espaço e do tempo, em consonância com os novos fluxos e ritmos do início do século XX.

 

Abriu os caminhos para se pensar em associações com a física atômica, a montagem cinematográfica, e a consciência dos mecanismos da linguagem desenvolvida pela linguística.

      

Os principais artistas do Cubismo foram: Pablo Picasso, Georges Braque, Juan Gris, Fernand Léger, Robert Delaunay.

 

No Brasil o movimento foi representado por Antonio Gomide, Vicente do Rego Monteiro e outros.

      

As contribuições do Cubismo para a formação do design moderno foram: a utilização da colagem e montagens no processo de criação dos trabalhos de design gráfico e publicidade.

      

O Cubismo foi responsável pela fotomontagem em grid editorial, por colagens em anúncios publicitários, e o emprego da expressão de criação no design.

 

Futurismo - Paris (1909 - 1916)

      

O Movimento Futurista exaltava o mundo moderno com a velocidade, o automóvel, o avião e a guerra.

 

Foi um movimento focado na era das máquinas.

      

Os principais artistas do movimento foram: Filippo Tommaso Marinetti, Giacomo Balla, Carlo Carrà, Umberto Boccioni, Antonio Sant’Elia e outros.

      

As contribuições do movimento foram: a alteração do grid da página impressa, com a palavra redigida em movimento, os pôsteres gráficos e imagens em movimento.

 

Dadaísmo - Zurique (1916 - 1922)

      

O movimento Dada teve origem em Zurique em 1916, no chamado Cabaret Voltaire, era relacionado aos movimentos anarquistas do período da Primeira Guerra Mundial.

      

As principais características do movimento eram se opor a qualquer tipo de movimento cultural oficial, e incentivava o improviso e acaso.

      

O movimento Dadaísta era contra a guerra, os trabalhos artísticos tinham um tom experimentalista e espontâneo.

      

Os artistas do movimento foram: Tristan Tzara, Marcel Duchamp, Hans Arp, Francis Picabia, Max Ernst, Man Ray, Kurt Schwitters, Guillaume Apollinaire e outros.

      

O Dadaísmo contribuiu na formação do design gráfico moderno de várias maneiras; ajudando-o a se libertar das restrições retilíneas e reforçou a ideia cubista do uso da letra em si mesma como experiência visual.

 

Despertou, também, nos designers o fato de que o chocante e o surpreendente podem representar um importante papel na superação da apatia visual.

 

Se hoje em dia, este movimento é lembrado, foi porque os artistas e literários dadaístas tornaram-se os pioneiros dos processos criativos inusitados. 

 

Movimento De Stijl (O Estilo) - Neoplasticismo - Amsterdã (1917 - 1932)

      

O movimento teve a origem na arte e tecnologia, adotava as figuras geométricas retângulos e quadrados como padrões estéticos.

      

As cores da construção dos trabalhos do movimento De Stijl foram o amarelo, branco, preto, azul e vermelho.

      

Os artistas do movimento foram: Theo van Doesburg, Gerrit Rietveld, Piet Mondrian e o arquiteto J.J.P Oud e outros.

      

As contribuições do movimento foram: a criação de um grid ortogonal e o uso da composição assimétrica no layout da página impressa, a construção de um design racional.

 

Os conceitos estéticos do De Stijl foram importantes para os ensinamentos da Bauhaus. 

 

Bauhaus - Alemanha (1919 - 1933)

      

A escola Bauhaus é reconhecida pela introdução, na arquitetura e no design de interior, do Estilo Internacional (a utilização do simples e funcional), além de ter lançado os fundamentos do estilo do design industrial.

      

Os conceitos empregados pela Bauhaus foram: as cores primárias (magenta, amarelo e azul), as formas primárias (quadrado, triângulo e círculo) e as formas tridimensionais (o cubo, a pirâmide, a esfera e o cone).

      

Os temas do design ensinados na Bauhaus foram: a forma segue a função, e menos é mais.

      

A escola Bauhaus no período de funcionamento teve três localizações e vários diretores:

      

Bauhaus de Weimar (1919-1925) - direção: Walter Gropius;

      

Bauhaus de Dessau (1925-1932) - direção: Walter Gropius e Hannes Meyer;

      

Bauhaus de Berlim (1932-1933) - direção: Mies van der Rohe.

      

Os professores e artistas da Bauhaus foram: Walter Gropius, Mies van der Rohe, László Moholy-Nagy, Paul Klee, Wassily Kandinsky, Josef Albers, Hebert Bayer, Marcel Breuer, Hannes Meyer e outros.

 

O autor Claudio Ferlauto escreve, em seguida, sobre a Bauhaus e as contribuições para a formação do design: 

 

A escola mais famosa e a que mais influenciou o design no último século foi a Bauhaus, fundada em 1919 na Alemanha, uma escola de arquitetura que considerava o desenho dos objetos como responsabilidade dos arquitetos.

Ela nasceu de dois fatores: primeiro, do desejo de unir a arte e a tecnologia recente, e o segundo, da necessidade da sociedade alemã em particular, e da europeia em geral, devastadas pelas guerras napoleônicas, de reconstruir suas cidades e reequipar suas habitações de maneira rápida, econômica e eficiente.

 

Os princípios que norteavam a criação e produção do design eram a racionalidade, a simplificação das formas e a procura de custos que possibilitassem o acesso do maior número de pessoas aos produtos industriais. 

 

Construtivismo Russo - Moscou (1920 - 1942)

      

O design visual revolucionário russo teve em Kasimir Malevitch, um dos seus principais personagens, que estabeleceu o Suprematismo, um estilo de pintura constituído por elementos absolutos e fundamentais; as formas geométricas do quadrado, do triângulo e do círculo.

      

A palavra Construtivismo era um largo rótulo aplicada a um grupo de trabalhos de tendências diversas, uma de suas metas era combinar as palavras e imagens em experiências simultâneas, tanto na página impressa quanto no filme.

      

Os principais representantes do Construtivismo foram: Kasimir Malevitch, El Lissirzky, Wladimir Maiacovsky, Alexander Rodchenko, Nikday Prusakov, os irmãos Stenberg e outros.      

      

Entre as contribuições do Construtivismo temos a palavra-imagem que iniciou o primeiro passo para a fotojornalismo e o tratamento de imagens visuais do design gráfico. 

      

As experimentações de novas técnicas visuais foram importantes para o design moderno como a fotomontagem, os fotogramas, a superposição e o uso da tipografia livre em peças impressas dando uma nova ordem ao design gráfico.

 

Surrealismo - Paris (1924 - 1945)

       

O Surrealismo baseou-se na obra de Freud, Interpretação dos Sonhos, que revelava o papel do inconsciente como repositório dos desejos sexuais reprimidos e no livro de Ulisses, de James Joyce, publicado em 1922.

 

O movimento utilizou-se da técnica da livre associação de ideias para revelar o subconsciente dos seus personagens.

      

A arte surrealista adotou como principal tema o simbolismo, as imprevisíveis justaposições do inconsciente, do modo como normalmente acontecem nos sonhos, essa temática foi empregada nos trabalhos dos artistas do movimento.

      

Os principais artistas do movimento foram: André Breton, Max Ernst, René Magritte, Salvador Dalí, Joan Miró, Hans Arp, Marc Chagall, Giorgio de Chirico e outros. 

      

Os designers gráficos ganharam grandes benefícios dos pintores surrealistas, isso se deve a estreita relação do Surrealismo com as reações emocionais e os estímulos do inconsciente, este movimento teve uma contribuição decisiva na comunicação visual e na ilustração contemporânea.

      

Outra contribuição importante do Surrealismo para o design e publicidade foi o método de gerir ideias, o brainstorming, exercício criativo, presente em agências de publicidade até hoje.

 

Movimento Art Déco - Paris (1925 - 1930)

      

O movimento Art Déco é considerado por muitos críticos, um movimento de origem decorativa, as temáticas criativas adotadas foram: as linhas retas com a associação dos quadriláteros e figuras de ângulos retos.

      

O termo Art Déco não era comum nas décadas de 1920 e 1930.

 

Na França, adotou-se a denominação de style moderne ou Paris 1925, devido à Exposition Internationale dês Arts Décoratifs et Industriels Modernes, do mesmo ano.

 

Nos anos 1960 o movimento recebeu o nome de Art Déco.

      

Os artistas do movimento foram: A. M. Cassandre, A. Tolmer, John Held Jr, Bret-Koch e outros. 

      

As contribuições do movimento no design moderno foram: a construção do grid da página impressa, a partir da composição simétrica e a diversidade de cartazes, anúncios, marcas, fontes tipográficas para o meio impresso.

 

Depois da Bauhaus

      

A escola Bauhaus encerrou suas atividades em 1933, nesse momento o design moderno era uma ideia já em curso.

 

A arquitetura assumiu o Estilo Internacional e o design industrial tornou-se uma nova expressão artística, baseada nas estruturas estabelecidas em suas oficinas.

 

No design gráfico, a assimetria foi instituída, a tipografia encontrou novas aplicações, diretas e simples; e a importância da publicidade era um novo fato.

      

O movimento moderno colocou uma nova ênfase nas cores e nas formas primárias, e os design dos tipógrafos da Bauhaus, além dos trabalhos de Theo van Doesburg, El Lissitzky e Jan Tschichold, trouxeram para o layout da página impressa, um novo requinte.

      

O desafio depois da Bauhaus era incorporar as novas ideias a uma estrutura de comunicação comercial, nem sempre cooperativa.

Nos anos 1960, a Pop Art, juntamente com as experimentações do espírito dadaísta, encontrou as aplicações das imagens comerciais na publicidade e na indústria da embalagem.      

 

SUGESTÃO DE LEITURA: Os desafios do designer & outros textos sobre design gráfico - Os desafios do designer - Chico Homem de Melo.

 

O design gráfico no Brasil, a formação após os anos (19)50 e os profissionais pioneiros.

 

ANOS (19)50

 

Comparado a outras atividades e principalmente a outros países, o design é uma atividade bastante recente no Brasil.

 

São ministrados os primeiros cursos de design no Instituto de Arte Contemporânea (IAC) do MASP, por iniciativa do professor Pietro Maria Bardi em São Paulo.

 

Os anos (19)50 marcam as principais iniciativas de criação daquela que foi considerada a geração precursora dos designers gráficos no Brasil. 

 

Filhos de Ulm, netos da Bauhaus, importantes profissionais foram se formando nas primeiras escolas que lutavam por construir em São Paulo e no Rio de Janeiro, currículos que refletissem as necessidades advindas dos esforços de industrialização do Brasil.

 

É necessário destacar o papel incentivador do governo de Jucelino Kubitschek, os anos JK, a implantação da indústria automobilística e a construção de Brasília, projeto dos arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.

 

Os principais eventos e publicações, as iniciativas que marcaram as diversas áreas de atuação desses profissionais, os primeiros escritórios de design foram registrados nesta primeira etapa.

 

Em São Paulo surge o movimento da Arte Concreta que influenciou o design gráfico brasileiro.

 

Foram participantes os poetas; Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Décio Pignatari.

 

Nas artes plásticas o movimento foi representado por Valdemar Cordeiro que realizou experiências com a fotografia e imagens da sociedade industrial.

 

Geraldo de Barros desenvolveu trabalhos em fotografia, artes plásticas e contribuiu com o design de móveis.

 

Antonio Maluf produziu cartazes, pinturas, desenho e painéis arquitetônicos.

 

Maurício Nogueira Lima  que fez design gráfico e arquitetura de interiores (estandes), ambientações de estações do metrô e da Estação Ciência (Lapa), intervenções urbanas no Largo São Bento (painel em prédio criando a noção de perspectiva) e pintura no elevado presidente Costa e Silva, trabalhos feitos a partir da década de (19)80. 

 

ANOS (19)60

 

Os anos (19)60 são responsáveis por muitos avanços tecnológicos decisivos para a comunicação visual brasileira.

 

No âmbito da vida social e política temos o início da ditadura militar, em 31 de março de 1964.

 

Em 1964 foi inaugurada a primeira escola de ensino superior de desenho industrial no Brasil - Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) no Rio de Janeiro.

 

Em 1969, os astronautas americanos chegam à Lua, momento histórico que é televisionado para todo o planeta.

 

A televisão torna-se o meio de comunicação de grande abrangência, até o primeiro trimestre de 1969, cerca de 4 milhões de brasileiros possuíam um aparelho de TV em casa.

 

O mercado internacional começa a explorar o filão de segmento para jovens até então ignorado.

 

A linguagem utilizada para atingir esse público possui estreita relação com o psicodelismo e a Pop Art de Andy Warhol, David Rockney e Roy Lichenstein.

 

ANOS (19)70

 

Os anos (19)70 foram repletos de transformações industriais, sociais e culturais que favoreceram o design brasileiro, porém vivenciamos uma época repressiva dos governos militares, marcada pela censura dos meios de comunicação, e prisões dos opositores desse governo.

 

Nos anos (19)70 o Brasil torna-se um país urbano, com 56% da população vivendo nas cidades, em 1972 começa a funcionar a TV em cores no território nacional.

 

É um período da nossa história, em que há censura dos principais veículos de comunicação, e grupos de esquerda fazem sequestros de embaixadores, esse momento consideramos de anos de chumbo.

 

O desenvolvimento do processo fotográfico dá novas perspectivas à mídia impressa e à linguagem gráfica.

 

O uso do design gráfico é cada vez mais recorrente na publicidade, exposto nas embalagens, rótulos, malas diretas, anúncios impressos, cartazes etc.

 

Em 1978, os primeiros microcomputadores pessoais são colocados à venda no mercado mundial.

 

Os pioneiros do design gráfico do Brasil

 

Aloísio Magalhães, Ruben Martins, Alexandre Wollner e Emilie Chamie, considerados os pioneiros do design gráfico do Brasil.

 

Aloísio Magalhães (1927-1982) é um dos pioneiros na introdução do design moderno no Brasil, tendo ajudado a fundar a Escola Superior de Desenho Industrial do Rio de Janeiro (ESDI).

 

É normalmente considerado pela crítica um dos mais importantes designers gráficos brasileiros do século XX.

 

Ao lado dos sócios Joaquim Redig e Rafael Rodrigues, projetou a identidade visual da Petrobrás, do IV Centenário do Rio de Janeiro e foi responsável pelo projeto gráfico das notas do cruzeiro novo (moeda adotada no país a partir de 1966).

 

Foi também membro fundador d'O Gráfico Amador, uma private press que, através de suas experiências tipográficas, teve contribuição significativa no moderno design gráfico brasileiro.

 

Ruben Martins (1929-1968) é absolutamente importante e contemporâneo.

 

Seu trabalho, de qualidade e profundidade inegáveis, é de grande compreensão para o design brasileiro e do momento histórico, ao lado das obras de Alexandre Wollner e Aloísio Magalhães.

 

Ruben Martins nasceu em São Paulo, em 1929, cidade na qual iniciou sua formação na arte acadêmica.

 

Em meados de 1950 foi para Salvador, na Bahia, onde trabalhou como artista plástico.

 

Ao lado de Caribé, Mario Cravo e Marcelo Grassman, entre outros artistas, formou o grupo que revitalizou as artes plásticas nacionais.

 

Ruben Martins fundou a primeira agência de design e propaganda em SP, Forminform, são suas criações as marcas: Bozzano, Braspérola, Cia Interamericana de Metalurgia, Laboratório Procienx, Casa Almeida.

 

Alexandre Wollner (1928- ), filho de imigrantes iugoslavos, interessou-se pelo desenho já na infância.

 

Quando adolescente, frequentava os ateliês da Associação Paulista de Belas Artes.

 

Aos 22 anos, Alexandre Wollner entrou no curso de iniciação artística do Instituto de Arte Contemporânea do MASP, berço da formação dos pioneiros do design no Brasil, criado em 1950 por Pietro Maria Bardi, Lina Bo Bardi e Jacob Ruchti.

 

Destacou-se como aluno e se envolveu em importantes produções artísticas da época, como a realização dos cartazes de cinema para a Filmoteca Brasileira do MAM;

 

colaboração na montagem da exposição retrospectiva de Max Bill (1908-1994) no MASP, no ano de 1951;

 

e montagens das duas primeiras Bienais de São Paulo, em 1951 e 1953, onde participou com três pinturas e recebeu o Prêmio Jovem Pintor Revelação Flávio de Carvalho.

 

Alexandre Wollner, também foi aluno da Escola de Ulm (Alemanha Ocidental -1958) criou as seguintes marcas:

 

Metal Leve,

 

Indústria Klabin,

 

Postos São Paulo,

 

Fechaduras Brasil,

 

Eucatex,

 

Fechaduras Papaiz,

 

MAC-USP,

 

Grupo Industrial Santista,

 

Promax Bardhal,

 

Cofap,

 

Celucat,

 

Itaú entre outras.

 

Emilie Chamie (1927-2001) foi a primeira mulher profissional de design gráfico no país, atuando na área desde a década de 1950, fez parte da geração de artistas gráficos que introduziu e modernizou as técnicas e processos de criatividade em comunicação visual.

 

Seu trabalho é referência pelo rigor e originalidade e tem contribuído com a formação de novos artistas e profissionais.

 

Tomou conhecimento dos conceitos da comunicação visual, através do curso do Instituto de Arte Contemporânea (IAC), em São Paulo, tendo aulas com o professor Pietro Maria Bardi e convivência com pintores concretos.

 

Foi uma das primeiras a dedicar-se à produção de linguagens interdisciplinares (design gráfico, fotografia e teatro). 

 

O curso me abriu as portas da percepção da comunicação visual em suas formas impressas graficamente, afirmou certa vez.

 

Seu trabalho é marcado pela elegância, simplicidade e funcionalidade dos projetos criados.

 

Acreditou que é essencial que o designer compreenda o que o cliente necessita e traduza o trabalho na solução do problema.

 

No entanto, nem por isso pensava que o design fosse um serviço, mas uma arte específica que deve se comunicar através do olhar, destinando-se uma comunicação imediata e visual.

 

Sendo que para isso, fosse preciso estética, beleza e funcionalidade.

      

Não teve familiaridade com o computador, mas não o dispensou para a finalização, reconhecendo-o como ferramenta útil.

 

Além disso, outra característica de seu trabalho foi o geometrismo de Mondrian, demonstrado em chapados, linhas retas e compasso, não pincelado, aliado a um estudo rigoroso de seleção de cores. 

 

A marca tem de ser construída estruturalmente em preto e branco.

 

Depois é possível colorir do jeito que quiser... ou até mesmo eliminar a cor, que a marca não se desfaz.

      

Entre seus projetos importantes estão a criação da marca do Teatro Brasileiro de Comédia,

 

e do Centro Cultural São Paulo, referências visuais do design gráfico nacional.

      

Emilie Chamie faleceu no dia 23 de setembro de 2001, aos 74 anos, de falência múltipla de órgãos, em decorrência de hepatite.

 

Seu olhar poético, no entanto, pode ser conferido na vasta obra construída em 40 anos de profissão.

 

 

SUGESTÃO DE LEITURA: Capítulo, Marcas do Brasil, que está na página 10, do livro Os desafios do designer & outros textos sobre design gráfico, do autor Chico Homem de Melo.